A nossa Comunidade é formada por cristãos: homens e mulheres, adultos e jovens, de todas as condições sociais que desejam seguir Jesus Cristo mais de perto e trabalhar com Ele na construção do Reino, e reconheceram na CVX a sua particular vocação na Igreja (PG4)
11 setembro 2016
07 setembro 2016
«Senhor, como é bom estarmos aqui!» (Mt 17, 1-2.4-5)
“Como é bom, como é suave
vivermos todos juntos.
Juntos como irmãos
vivermos todos juntos”
A canção que a Alzira nos ensinou, que canto várias vezes ao dia, reflete a vida que tivemos no “Vinde e descansai”. Hoje, entendo na minha pele, o que Pedro disse a Jesus no monte “Senhor, como é bom estarmos aqui, fazemos 3 tendas…”, também sei o que significa “viver em comunidade como os primeiros cristãos”. Se eu conseguisse exprimir por palavras o tanto que significou essa semana para mim, já o teria feito. Tudo o que poderei escrever, fica aquém do que vivi.
Fomos servidos por uma Equipa de Serviço que cuidou de tudo ao mínimo detalhe, que preparou a Casa Comum com tudo o que necessitávamos desde que acordávamos até que nos deitávamos. Senti-me servida desde do primeiro dia até ao último. Tanto trabalho “invisível” era feito para que cada um de nós se sentisse bem. Desde do pão fresco ao pão cortado para torradas. Desde das cadeiras e chapéus-de-sol da explanada às pedras e sombra da montanha. Desde da oração à escolha dos cânticos. Desde das atividades programadas ao aprender mais e à alegria das desfrutar. Desde do caminhar ao espanto da paisagem e da talisca. Desde da água fresca à comida que sacia. Desde da foto à experiência vivida, que se torna memória. Desde de um gesto gentil ao bem-estar do acolhimento e de cada momento. Desde de tantas pequenas coisas à grandiosidade de quem serviu, de quem cuidou, de quem se encontrou, de quem se sentiu grato. Como se todos e cada um de nós tivesse em mente as perguntas “que posso fazer por ti, para que o teu dia seja bom? Seja ainda melhor?”. Perguntas que não eram questionadas, apenas respondidas e concretizadas. Senti-me servida em cada momento que servi, em cada momento que desfrutei da vossa companhia. Perguntava a Deus: meu Senhor porque me é dado tanto? Será que eu mereço? E a resposta vinha com o sentir da união, da paz, da alegria e do bem-estar.
Bem hajam. Agradeço a quem teve a ideia de fazer a semana de “Vinde e descansai”, a quem a colocou em prática e a tornou possível, a quem a desfrutou e a soube saborear. Foi a melhor experiência de viver em comunidade que já tive até hoje. Vim de coração cheio para os dias abaixo do monte, grata por tanto bem recebido só penso que é assim que tenho de viver cada dia, nessa missão de serviço, entrega e disponibilidade ao outro. O sentir do Amar a Deus em todas as coisas, foi vivenciado e agora tem de ser levado aos outros.
Assim, entre-tanto e com coração grato e cheio, dou graças ao Senhor por todos os bens que nós concedeu a cada momento da semana “Vinde e descansai”. A aventura da fé começa agora. Deixar tudo o que tivemos aí, no monte, e ir para o mundo, para a realidade de todos os dias. Enriquecidos por esta experiência de união, de paz e de alegria, agradeço ao Senhor o dom da fé e da confiança, para que, em cada dia das nossas vidas, possamos ser verdadeiras testemunhas do Seu Amor.
Bem hajam. Estaremos sempre juntos na fé e na oração. Que seja assim…
Maria José
Muito obrigada à Equipa de Serviço: Ana Teresa, Paula, Rui, Célia, Sílvia, Isabel e Adriana e a todos: Alzira, Ana, Francisco, Guilherme, Inês, João, Jorge, Maria do Carmo, Marta, Marta, Miguel, Miguel, P. Luís Pardal, Paulo, Pedro, Raquel, Sara, Teresa, Vera… e Rubi
By Maria José Madeira
05 setembro 2016
04 setembro 2016
01 setembro 2016
"A amizade é a mais verdadeira realização da pessoa" By Sta. Teresa de Ávila, Caminhada CVX-BI
9ª Caminhada e encerramento CVX BI 2015/16
Não haverá melhor forma de encerrar um ano de “caminhada” do que caminhando…
Assim aconteceu uma vez mais no dia 2 de Julho com a caminhada e encerramento CVX- -BI 2015/16.
O local escolhido foi a nossa bela Serra da Estrela e o ponto de partida os Piornos.
Contámos com a presença de vários membros dos grupos CVX-BI, familiares, e dos padres Vaz Pato e Rafael Mourão.
O silêncio da serra foi propício aos momentos de oração gentilmente preparados pela Adriana e pela Sílvia da “5ª Semana” e que nos propuseram como graça inicial a pedir: “Um olhar misericordioso como o do Pai”. A misericórdia constituiu assim o pano de fundo dos momentos de oração/ reflexão, donde destaco o extrato da encíclica “Deus é amor” do papa Bento XVI:” Só a minha disponibilidade para ir ao encontro do próximo e demonstrar- -lhe amor é que me torna sensível também diante de Deus. Só o serviço ao próximo é que abre os meus olhos para aquilo que Deus faz por mim e para o modo como ele me ama (…)”.
O Caminho nem sempre foi a direito… mas também assim não o é na vida quotidiana, e nem por isso deixámos de apreciar a beleza da paisagem que nos ia acompanhando. Passando pelos Poios Brancos, Serra de Baixo, Nave de Santo António, concluimos a caminhada com o almoço convívio no Covão d’Ametade onde não pode faltar o delicioso e sempre aguardado “Tiramissù” da Susel. Seguiu-se um agradável momento de descontração animado também pela Susel (os seu dons não se ficam pela culinária) que pôs a malta toda a cantar num jogo muito divertido, onde a letra mais ouvida foi “ná, ná, ná”.
Concluimos o encontro com a Eucaristia, onde palavra, silêncio e canto se conjugaram num ambiente de serenidade reconfortante…
Voltámos a casa de coração cheio, eu e as minhas filhas, com a certeza de que “para o ano há mais”!
By Catarina Cunha
16 julho 2016
08 julho 2016
22 junho 2016
15 junho 2016
No passado dia 28 de maio realizou-se na Covilhã, na sala de Santo Inácio, da Paróquia de São Pedro, mais uma atividade promovida pela CVX- BI - o Encontro de Pentecostes - que este ano contou com a disponibilidade do P. Nuno Branco, sj. Veio ajudar-nos a aprofundar o tema tão caro à Espiritualidade Inaciana, o do Discernimento.
Este encontro destinou-se não apenas a elementos pertencentes à Comunidade de Vida Cristã, mas também a todos quantos queriam participar, no entanto, verificou-se que a grande maioria das pessoas presentes pertencem a grupos CVX.
O tema foi abordado, dividido em três momentos, um olhar ao “antes de tomar decisões”, depois ao “como tomar decisões” e por fim uma abordagem aos “sinais indicativos de boas decisões”.
Estamos permanentemente a tomar decisões, algumas das quais não pressupõem grande discernimento devendo pois atender-se à proporção que existe entre o objeto de decisão e o tempo que gastamos a tomar a referida decisão. Neste encontro, o foco foi para as decisões a tomar, com impacto mais direto na nossa vida cristã, as quais devem ter como pano de fundo o buscar, encontrar e seguir a vontade de Deus para a nossa vida. Santo Inácio propõe um conjunto de regras, ferramentas que poderão ajudar neste caminho interior. O método inaciano inclui três passos, sentir, interpretar e reagir implicando a necessidade de se compreender a fundo os contornos de cada situação, devendo-se interpretar a realidade à luz da Vontade de Deus (Quem sou? O que se pretende? Em que fase me encontro? Quais as minhas necessidades? O que tem acontecido? O que me falta? O que me é pedido?) a finalidade (Para onde quero ir? O que Deus me chama a ser? A fazer?) e os critérios (Sei quem sou e sei para onde Deus me chama mas há que levar os critérios que me movem à oração, Qual a opção que mais me aproxima da minha vocação que é o Amor? O Amor é o fim? Qual a opção que mais me aproxima da maior glória de Deus? Esta deverá ser a grelha de leitura).
Para tomar uma decisão o primeiro passo é enunciar a questão que se me coloca, procurando que esta seja o mais concreta, prática, realista e possível conduzindo apenas a duas hipotéticas respostas: sim ou não. Santo Inácio propõe depois que me coloque na “reta intenção”, através da oração, pedindo a Deus a graça de que as intenções sejam ordenadas segundo a Sua vontade, a seguir o Seu caminho. Quem procura discernir deve incluir ainda a consideração afetiva (Como me sinto? Que moções? O que poderão significar? A nível afetivo onde sinto mais paz?) e a consideração racional (lucidamente, fazer uma ponderação racional elencando vantagens e desvantagens de cada hipótese de decisão). Apresento a decisão a Deus, pedindo a confirmação ao Espírito Santo, sinais que me confirmam a decisão, já que a confirmação vem purificar a decisão. Por fim, um momento de avaliação, atendendo aos sinais dos tempos, aos sinais do Espírito Santo, não esquecendo que na vida haverá sempre um desfasamento entre a ação de Deus e o reconhecimento dessa mesma ação divina (desfasamento entre presença de Deus na minha vida e o reconhecimento dessa presença). Os sinais de uma boa decisão são os sinais de Ressurreição, cuja leitura que fazemos é que Deus esteve aqui apesar de eu não ter dado conta na altura... Na procura destes sinais, quer os que vêm de dentro de mim quer os que vêm de fora através dos outros (que também me confirmam na minha decisão), há que distinguir consolação sensível (sensitiva) da espiritual (fonte de paz e ocasião de crescimento) bem como distinguir desolação sensível da espiritual. O sentimento não é o critério mas o crescimento (Esta decisão tomada está a abrir-me a Deus? Estou em paz com esta decisão? É uma Paz que concorre para o Amor, Esperança, Caridade?).
Terminámos o dia com um momento de oração individual e depois a celebrar a Missa, agradecendo ao Senhor a vinda do P. Nuno Branco e o modo simples e profundo com que nos falou de discernimento inaciano. Pedimos a graça de usar como chave de leitura para a vida de cada qual o olhar de Deus (sendo esta uma das grandes e boas decisões a tomar!).
Ana Teresa
5ª Semana
06 junho 2016
Faz-me, Senhor, ir mais devagar
Acalma o bater do meu coração
Aquietando a minha mente.
Apazigua os meus passos apressados
Com a visão do alcance eterno do tempo.
Abranda a tensão dos meus nervos e músculos,
Com a música relaxante das melodias
que perduram na minha memória.
Ajuda-me a experimentar o mágico poder
restaurador do sonho.
Ensina-me a arte de tirar pequenas férias:
deter-me para olhar uma flor,
conversar com uma amiga,
acariciar um animal,
ler umas poucas linhas de um bom livro.
Faz-me ir mais devagar, Senhor
e inspira-me a lançar raízes profundas
na terra dos valores perenes da vida
para que assim possa engrandecer o meu destino.
Jill Harris
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