A nossa Comunidade é formada por cristãos: homens e mulheres, adultos e jovens, de todas as condições sociais que desejam seguir Jesus Cristo mais de perto e trabalhar com Ele na construção do Reino, e reconheceram na CVX a sua particular vocação na Igreja (PG4)

25 dezembro 2013

Natal


Marko Rupnik

É Natal, Jesus nasceu! 
Está connosco o Emanuel. 
Boas Festas!
                  Maranathá



15 dezembro 2013

REZAR EM TEMPO DE ADVENTO

 MARANATHÁ


Como é fácil, Senhor Jesus,
Daqui, de ao pé da tua Cruz,
Avistar a paisagem do Advento,
Compreender-lhe a mensagem,
Respirar-lhe o alento.

Daqui, de ao pé da tua Cruz de Luz,
Sem dúvida o lugar mais alto do mundo,
Mais alto e mais profundo,
Vê-se bem, com toda a claridade,
Que a lonjura do Advento não é horizontal.
Eleva-se em altura.
Como a tua túnica tecida de Alto-a-baixo,
Vertical,
E sem costura.

Tu vens do Alto, Senhor.
Tu vens de Deus.
Tu és Deus.
Tu és o Justo
Que chove das alturas
Sobre a nossa humanidade sedenta e às escuras.

Vem, Senhor Jesus,
Alumia e rega a nossa terra dura,
Acaricia o nosso humilde chão
E modela com as tuas mãos de amor
Em cada um de nós
Um novo coração
Capaz de ver.
Capaz de Te ver
Nascer
Em cada irmão.

D. António Couto

24 novembro 2013

Semear a Fé...


SEMEAR A FÉ NO CAMPO E NA CIDADE

1. Falo do umbral do outono, de uma praça carregada de metáforas. Moro aqui debaixo deste céu. Claro que durmo ao relento. Sou pobre e puro. Pedinte apenas à porta do espírito. Como os plátanos no púlpito das praças, abrigo os pássaros. Atiram-me pedras os meninos. O meu lugar é aqui, de bruços nas palavras, pedra a pedra construindo o pátio do poema. É assim que hoje enfrento, em estilo diferente, os dizeres deste Domingo XXVII do Tempo Comum.

 2. Oiço bater à porta. Serás tu ainda? Que fruto trazes nas tuas mãos despidas? Um balde? O mar? O mar num balde? As rochas a estalar? O lume a arder em febre? Uma estrela cadente envolta em neblina?

 3. Trazes a história de uma semente pequenina, microscópica. Dizes, para espanto meu, que, lançada à terra, dela nascerá uma árvore grande, em cujos ramos vêm abrigar-se os pássaros do céu, fazendo dela uma lareira carregada de alegria. E dizes, outra vez para espanto meu, que a FÉ tem o tamanho e o virtuosismo dessa semente pequenina, que semeada no meu coração e no coração do mundo pode desenraizar o que nos parece seguro, sólido, assegurado, fazer ruir os nossos cálculos mais estudados, fazer florir o alcatrão das nossas estradas, fazer sorrir a nossa história desgraçada, arrancar embondeiros, plantar no mar aquilo que parece só poder viver na terra.

 4. Acrescentas logo, sempre para espanto meu, que uma vida de serviço e da máxima simplicidade é a melhor. E que é também a melhor pregação. Servir por amor. Sem tempo nem contrato. Sem cláusulas. Doação total. Dar a vida como tu, Senhor e Servo.

 5. Para me dizeres tanto, foste buscar metáforas ao campo: a semente, as árvores e o servo (Lucas 17,5-10). E do campo, levas-me a visitar o jardim de Habacuc. Poucos saberão, mas Habacuc é o nome de uma planta de jardim. Está de passagem. De manhã viceja, à tarde seca. É preciso ir depressa. Até porque Habacuc ainda tem de ir à cidade e escrever num grande painel publicitário que «o não-recto perecerá, mas o justo viverá pela FÉ» (2,4).

 6. A FÉ é a tal sementinha que pode virar do avesso a nossa vida, a nossa casa, a nossa rua, a nossa cidade, a nossa história.

 7. Corre e demora-te a ver esse painel, metáfora erguida na cidade, e aprende a FÉ, isto é, a FIDELIDADE. S. Paulo demorou-se longamente a contemplar esse painel, de tal maneira que gravou os seus dizeres na alma e em Romanos 1,17 e Gálatas 3,11.

 8. Sim, Timóteo (2 Tm 1,6-8.13-14), reacende o dom de Deus que arde em ti, não tenhas vergonha do Evangelho, dá testemunho de Jesus cristo, guarda a FÉ!
António Couto