A nossa Comunidade é formada por cristãos: homens e mulheres, adultos e jovens, de todas as condições sociais que desejam seguir Jesus Cristo mais de perto e trabalhar com Ele na construção do Reino, e reconheceram na CVX a sua particular vocação na Igreja (PG4)

16 fevereiro 2013

Quaresma - Começou a jornada


Começou a jornada...
uma viagem de quarenta dias ...

Para trás ficaram os preparativos para uma longa caminhada,
o que é preciso levar, mas principalmente o que é preciso deixar...
Porque uma caminhada não se faz carregado,
muito menos quando se vai para o território da luta.

Já passou o tempo da azáfama, dos sonhos esperançados pela chegada da Hora
e o que outrora parecia distante, está a fazer-se agora.
É tempo de Parar. 
A Hora está próxima...

Hoje é o primeiro dia,
a ansiedade, o entusiasmo e o Espírito encarregaram-se de não nos deixar dormir.

Esboçamos o primeiro Agradecimento
- já com os pés no caminho -
... este tempo vai ser de fazer Memória Agradecida da História do que nos trouxe até aqui.

Pela frente temos um Caminho de quarenta dias cheios de sinais,
- que requerem de nós um olhar atento e uma vontade disponível -
e também de preparativos…

Effatha! Abre-te!
É tempo de abrir os olhos, os ouvidos, a mente, a boca... 
e começar a experimentar e saborear tudo de maneira nova,
como quem se prepara para Nascer de novo...

...e fazer Caminho que nos levará ao Amor Primeiro,
         até à Páscoa.

Leve adaptação


(postado por Alice Matos)

27 dezembro 2012

Natal



O Filho de Deus vem ao mundo e não encontra abrigo, nos palácios e nas hospedarias do seu tempo, nem sequer tem a sorte de nascer em casa própria ou alugada! Na verdade, só por amor, o Deus Altíssimo, podia sujeitar-se ao desconforto de um sem-abrigo! Mas é isto mesmo, a sua nua e crua fragilidade humana, que servirá de sinal, aos pastores, ao grupo social dos «sem-abrigo» daquela época: “encontrareis um Menino recém-nascido, envolto em panos e deitado numa manjedoura” (Lc.2,12). Ele não se impõe; jamais entra à força, mas, como uma criança, pede para entrar, ser ouvido, acolhido, cuidado com amor!




(postado por Alice Matos)

15 dezembro 2012

ADVENTO UM CAMINHO A PREPARAR…



A arte é a melhor forma de comunicar a fé
Marko Rupni

É tempo de esperar.
Outra vez.


A cada ano que passa, há algo que muda. Algo que se transforma.
Fico muitas vezes sem saber quem é que nesta história espera por quem?
Quem é que está grávido? Quem é que passa pelas dores de parto? Quem é que é chamado a uma nova vida?

Ano após ano sou arrasado por esta história de Amor entre Deus e o seu povo. Entre Deus e eu.
Nunca vou chegar à altura deste Amor.
Mas, Advento após a Advento, vou tornando a manjedoura que é o meu coração, um pouco mais quente e verdadeira, para O receber.

Que este Natal a que todos somos convidados não cesse de acontecer no nosso coração.

João de Lima
www.essejota.net



(postado por Alice Matos)

15 novembro 2012

05 novembro 2012

Falando do passeio CVX



Passeio CVX 2012
Nos dias 27 e 28 de outubro de 2012 realizou-se mais um Passeio da CVX-BI, desta feita com destino a terras do Minho: Guimarães e Braga. Entre membros CVX, familiares e amigos éramos um grupo de 23 pessoas que aceitámos o convite da CVX-BI para um momento de passeio, descoberta e convívio, acompanhados pelo nosso assistente regional, Pe. Hermínio Vitorino, sj.
A primeira paragem foi Guimarães, capital europeia da cultura, onde visitámos a Penha. Ali perto encontra-se a Casa de Sicar, um espaço de acolhimento, interioridade e criatividade pertencente a uma Fundação, criado no seio da Igreja, vocacionado para acolher pessoas que queiram cuidar da vida espiritual, procurando o encontro consigo próprias e com Deus. Nesse espaço, o nosso grupo foi amavelmente acolhido pela Alzira Fernandes, que nos abriu as portas da Casa de Sicar, onde para além de podermos partilhar a merenda, pudemos disfrutar de um belo local onde sobressai o valor da simplicidade e do serviço ao próximo.
Ainda nessa tarde fomos até ao centro da cidade de Guimarães onde fizemos um pequeno passeio pela zona histórica. Passámos em Braga, onde se seguiu uma visita guiada à capela “Árvore da Vida”, no Seminário Conciliar de Braga. Esta capela foi construída em 2010, toda em madeira, tendo sido recentemente reconhecida com o prémio “Edifício do Ano 2011”, por um site de arquitetura (ArchDaily). O Pe. Joaquim Félix, vice-reitor deste seminário e também um dos principais responsáveis da conceção da capela, levou-nos a conhecê-la, explicando-nos, com sabedoria, que ali cada detalhe foi pensado e inspirado na Bíblia, num permanente diálogo entre a Arte e a Teologia.
A noite começava a cair e rumámos até à Casa da Torre, no Soutelo, onde nos aguardavam quatro elementos CVX de Braga (nomeadamente do grupo Krysis) que nos acolheram com entusiasmo e com quem nos sentimos em “família alargada”. Jantámos e ensaiámos um serão de cantoria e boa disposição. À semelhança do que aconteceu no ano passado, no Passeio CVX a Évora, também desta vez se procurou promover o intercâmbio entre as duas regiões CVX.
Na manhã solarenga de Domingo fomos visitar o Mosteiro de São Martinho de Tibães, onde participámos na Eucaristia Dominical. Este Mosteiro foi fundado em finais do século XI, tendo sido ocupado no século XII pelos Beneditinos, vindo a tornar-se a Casa Mãe daquela ordem para Portugal e Brasil. Com a extinção das ordens religiosas masculinas foi parcialmente vendido em hasta pública tendo sido readquirido em 1986 pelo Estado Português que procedeu recentemente à sua recuperação.
Seguimos para Braga, onde almoçámos e passeámos pelas principais ruas da cidade (Jardins de Santa Bárbara, Sé Catedral), na companhia do Pe. José Frazão, sj que veio, simpaticamente, ao nosso encontro.
Chegava a hora da despedida e da partida, depois de um fim de semana bem passado, em boa companhia, ficando aqui o nosso bem-haja a todos quantos proporcionaram este momento de passeio, descoberta, convívio e acolhimento.
Ana Teresa Brás







(postado por Alice Matos)

30 setembro 2012

Reflexão



Sonata de Outono 
E o outono vai-se instalando. A princípio nem parece uma estação. É quase um estado de alma, este tempo assim um pouco vago, em declive delicado, com a chuva ainda rala (mesmo se em alguns dias chega por aí aos tropeções) e o vento que parece um miúdo a aprender a assobiar. Olhamos com íntima estranheza para a brevidade destes primeiros dias, dos quais já não nos lembrávamos. Nas árvores, as folhas tremeluzem, indecisas e iluminadas, transmutadas em incríveis tonalidades. Os frutos têm perfume e sabores densos, tão diferentes daqueles que se saboreiam no verão.
Lembro-me de um poema de Miguel Torga, que gosto de pôr a tocar como uma pequena sonata de outono:

O que é bonito neste mundo e anima,
é ver que na vindima
de cada sonho
fica a cepa a sonhar outra aventura...
E que a doçura que se não prova
se transfigura
numa doçura
muito mais pura
e muito mais nova

Neste arranque de outono, deixo-me demorar nas palavras: "a doçura que se não prova". Tendo o privilégio de acompanhar a vida de muitas pessoas, sei que esta não é uma questão que se possa iludir. Há um momento na nossa vida, ou há momentos nela, em que fazendo um balanço, sentimos que ficámos aquém dos nossos próprios sonhos. Há dias e estações da nossa vida em que nos sentimos mendigos de nós mesmos. Esperávamos isto e aquilo que não aconteceu.
Desejávamos uma plenitude, uma fulgurância, um clarão e o que temos é uma estreita e baça normalidade. Sentimo-nos, sem saber bem como, a viver sob tetos baixos. Há uma espécie de doçura prometida que nos escapa, que fica adiada, que começamos talvez a julgar que já não será para nós, tão inacessível nos assoma. Por vezes, este sentimento vem aos 70 ou aos 40 anos. Mas também surge aos 20 ou aos 30. Recordo aquela frase terrivelmente verdadeira de um romance autobiográfico de Marguerite Duras: «Muito cedo na minha vida foi tarde de mais». Esta difusa melancolia, este sentir que a luz que interiormente nos alumia se tornou fosca e sem alcance são experiências muito alargadas. Por isso se diz que não dependem propriamente da idade os outonos interiores que atravessamos.
Existem é modos diferentes de encarar essa experiência, que, no fundo, nos é tão intrínseca e comum. Podemos desistir simplesmente de esperar, e largamos a vida no parque de estacionamento do pragmatismo mais raso. Podemos trocar a doçura que não conseguimos, por um tipo de acidez quotidiana, uma desconfiança sistemática a que nada nem ninguém escapam, e que se vai espalhando, entre a ironia e o desalento, contaminando tudo. Ou podemos, e esse é o olhar mais necessário, perceber que «a doçura que se não prova/se transfigura numa doçura/muito mais pura/e muito mais nova».

O outono não é, portanto, o fim da história. Se o soubermos agarrar, é sim um ponto de partida avançado, que nos permite essa coisa urgente que é a "transfiguração" da vida, através de um paciente e esperançoso trabalho interior.

José Tolentino Mendonça
Foto: Serra da Estrela  


(postado por Alice Matos)

24 setembro 2012

Inicio do ano CVX



A Comunidade de Vida Cristã da Beira Interior reuniu-se no passado dia 15 de Setembro, na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, para dar início a mais um ano CVX.
Todos os grupos marcaram presença neste “recomeço de caminhada” que serviu para conhecer e discutir o Plano de Actividades que a Equipa Regional preparou para o ano de 2012/2013. Em união com toda a Igreja, a CVX-BI deseja que este ano seja, para todos e cada um, um ANO de renovação, fortalecimento e maturidade DA FÉ!
Seguiu-se a Eucaristia, que foi celebrada na Capela de Santo Inácio de Loiola, sob o olhar terno de Nossa Senhora e com a participação de todos (até dos mais pequeninos…).
Reforçados no sentido de comunidade e animados pelo Pe. Hermínio Vitorino a reflectir, neste início de ano, sobre quem é realmente Jesus Cristo para nós... encerrámos a tarde, com um pequeno e delicioso lanche.






(postado por Alice Matos)