(postado por Alice Matos)
A nossa Comunidade é formada por cristãos: homens e mulheres, adultos e jovens, de todas as condições sociais que desejam seguir Jesus Cristo mais de perto e trabalhar com Ele na construção do Reino, e reconheceram na CVX a sua particular vocação na Igreja (PG4)
26 fevereiro 2013
16 fevereiro 2013
Quaresma - Começou a jornada
Começou a jornada...
uma viagem de quarenta dias ...
Para trás ficaram os preparativos para uma longa caminhada,
o que é preciso levar, mas principalmente o que é preciso deixar...
Porque uma caminhada não se faz carregado,
uma viagem de quarenta dias ...
Para trás ficaram os preparativos para uma longa caminhada,
o que é preciso levar, mas principalmente o que é preciso deixar...
Porque uma caminhada não se faz carregado,
muito menos quando se vai para o território da luta.
Já passou o tempo da azáfama, dos sonhos esperançados pela chegada da Hora
e o que outrora parecia distante, está a fazer-se agora.
É tempo de Parar.
A Hora está próxima...
Hoje é o primeiro dia,
a ansiedade, o entusiasmo e o Espírito encarregaram-se de não nos deixar dormir.
Esboçamos o primeiro Agradecimento
- já com os pés no caminho -
... este tempo vai ser de fazer Memória Agradecida da História do que nos trouxe até aqui.
Pela frente temos um Caminho de quarenta dias cheios de sinais,
- que requerem de nós um olhar atento e uma vontade disponível -
e também de preparativos…
Effatha! Abre-te!
Já passou o tempo da azáfama, dos sonhos esperançados pela chegada da Hora
e o que outrora parecia distante, está a fazer-se agora.
É tempo de Parar.
A Hora está próxima...
Hoje é o primeiro dia,
a ansiedade, o entusiasmo e o Espírito encarregaram-se de não nos deixar dormir.
Esboçamos o primeiro Agradecimento
- já com os pés no caminho -
... este tempo vai ser de fazer Memória Agradecida da História do que nos trouxe até aqui.
Pela frente temos um Caminho de quarenta dias cheios de sinais,
- que requerem de nós um olhar atento e uma vontade disponível -
e também de preparativos…
Effatha! Abre-te!
É tempo de abrir os olhos, os
ouvidos, a mente, a boca...
e começar a experimentar e saborear tudo de maneira nova,
como quem se prepara para Nascer de novo...
...e fazer Caminho que nos levará ao Amor Primeiro,
e começar a experimentar e saborear tudo de maneira nova,
como quem se prepara para Nascer de novo...
...e fazer Caminho que nos levará ao Amor Primeiro,
até
à Páscoa.
Leve adaptação
(postado por Alice Matos)
11 janeiro 2013
27 dezembro 2012
Natal
O
Filho de Deus vem ao mundo e não encontra abrigo, nos palácios e nas
hospedarias do seu tempo, nem sequer tem a sorte de nascer em casa própria ou
alugada! Na verdade, só por amor, o Deus Altíssimo, podia sujeitar-se ao
desconforto de um sem-abrigo! Mas é isto mesmo, a sua nua e crua fragilidade
humana, que servirá de sinal, aos pastores, ao grupo social dos «sem-abrigo»
daquela época: “encontrareis um Menino recém-nascido, envolto em panos e
deitado numa manjedoura” (Lc.2,12). Ele não se impõe; jamais entra à força,
mas, como uma criança, pede para entrar, ser ouvido, acolhido, cuidado com
amor!
(postado por Alice Matos)
15 dezembro 2012
ADVENTO UM CAMINHO A PREPARAR…
A arte é a melhor forma de comunicar a fé
Marko Rupni
É tempo de esperar.
Outra vez.
A cada ano que passa, há algo que muda. Algo que se transforma.
Fico muitas vezes sem saber quem é que nesta história espera por quem?
Quem é que está grávido? Quem é que passa pelas dores de parto? Quem é que é chamado a uma nova vida?
Ano após ano sou arrasado por esta história de Amor entre Deus e o seu povo. Entre Deus e eu.
Nunca vou chegar à altura deste Amor.
Mas, Advento após a Advento, vou tornando a manjedoura que é o meu coração, um pouco mais quente e verdadeira, para O receber.
Que este Natal a que todos somos convidados não cesse de acontecer no nosso coração.
Outra vez.
A cada ano que passa, há algo que muda. Algo que se transforma.
Fico muitas vezes sem saber quem é que nesta história espera por quem?
Quem é que está grávido? Quem é que passa pelas dores de parto? Quem é que é chamado a uma nova vida?
Ano após ano sou arrasado por esta história de Amor entre Deus e o seu povo. Entre Deus e eu.
Nunca vou chegar à altura deste Amor.
Mas, Advento após a Advento, vou tornando a manjedoura que é o meu coração, um pouco mais quente e verdadeira, para O receber.
Que este Natal a que todos somos convidados não cesse de acontecer no nosso coração.
João de Lima
www.essejota.net
(postado por Alice Matos)
15 novembro 2012
05 novembro 2012
Falando do passeio CVX
Passeio CVX 2012
Nos dias 27 e 28 de outubro de 2012 realizou-se mais
um Passeio da CVX-BI, desta feita com destino a terras do Minho: Guimarães e
Braga. Entre membros CVX, familiares e amigos éramos um grupo de 23 pessoas que
aceitámos o convite da CVX-BI para um momento de passeio, descoberta e
convívio, acompanhados pelo nosso assistente regional, Pe. Hermínio Vitorino,
sj.
A primeira paragem foi Guimarães, capital europeia
da cultura, onde visitámos a Penha. Ali perto encontra-se a Casa de Sicar, um
espaço de acolhimento, interioridade e criatividade pertencente a uma Fundação,
criado no seio da Igreja, vocacionado para acolher pessoas que queiram cuidar
da vida espiritual, procurando o encontro consigo próprias e com Deus. Nesse
espaço, o nosso grupo foi amavelmente acolhido pela Alzira Fernandes, que nos
abriu as portas da Casa de Sicar, onde para além de podermos partilhar a
merenda, pudemos disfrutar de um belo local onde sobressai o valor da
simplicidade e do serviço ao próximo.
Ainda nessa tarde fomos até ao centro da cidade de
Guimarães onde fizemos um pequeno passeio pela zona histórica. Passámos em
Braga, onde se seguiu uma visita guiada à capela “Árvore da Vida”, no Seminário
Conciliar de Braga. Esta capela foi construída em 2010, toda em madeira, tendo
sido recentemente reconhecida com o prémio “Edifício do Ano 2011”, por um site
de arquitetura (ArchDaily). O Pe. Joaquim Félix, vice-reitor deste seminário e
também um dos principais responsáveis da conceção da capela, levou-nos a
conhecê-la, explicando-nos, com sabedoria, que ali cada detalhe foi pensado e
inspirado na Bíblia, num permanente diálogo entre a Arte e a Teologia.
A noite começava a cair e rumámos até à Casa da
Torre, no Soutelo, onde nos aguardavam quatro elementos CVX de Braga (nomeadamente
do grupo Krysis) que nos acolheram com entusiasmo e com quem nos sentimos em “família
alargada”. Jantámos e ensaiámos um serão de cantoria e
boa disposição. À semelhança do que aconteceu no ano passado, no Passeio CVX a
Évora, também desta vez se procurou promover o intercâmbio entre as duas
regiões CVX.
Na manhã solarenga de Domingo fomos visitar o
Mosteiro de São Martinho de Tibães, onde participámos na Eucaristia Dominical.
Este Mosteiro foi fundado em finais do século XI, tendo sido ocupado no século
XII pelos Beneditinos, vindo a tornar-se a Casa Mãe daquela ordem para Portugal
e Brasil. Com a extinção das ordens religiosas masculinas foi parcialmente
vendido em hasta pública tendo sido readquirido em 1986 pelo Estado Português
que procedeu recentemente à sua recuperação.
Seguimos para Braga, onde almoçámos e passeámos
pelas principais ruas da cidade (Jardins de Santa Bárbara, Sé Catedral), na
companhia do Pe. José Frazão, sj que veio, simpaticamente, ao nosso encontro.
Chegava a hora da despedida e da partida, depois de
um fim de semana bem passado, em boa companhia, ficando aqui o nosso bem-haja a
todos quantos proporcionaram este momento de passeio, descoberta, convívio e
acolhimento.
Ana Teresa Brás
(postado por Alice Matos)
23 outubro 2012
30 setembro 2012
Reflexão
Sonata de Outono
E o outono vai-se instalando. A princípio nem parece uma estação. É
quase um estado de alma, este tempo assim um pouco vago, em declive delicado,
com a chuva ainda rala (mesmo se em alguns dias chega por aí aos tropeções) e o
vento que parece um miúdo a aprender a assobiar. Olhamos com íntima estranheza
para a brevidade destes primeiros dias, dos quais já não nos lembrávamos. Nas
árvores, as folhas tremeluzem, indecisas e iluminadas, transmutadas em
incríveis tonalidades. Os frutos têm perfume e sabores densos, tão diferentes
daqueles que se saboreiam no verão.
Lembro-me de um poema de Miguel Torga, que gosto de pôr a tocar como
uma pequena sonata de outono:
O que é bonito neste mundo e anima,
é ver que na vindima
de cada sonho
fica a cepa a sonhar outra aventura...
E que a doçura que se não prova
se transfigura
numa doçura
muito mais pura
e muito mais nova
Neste arranque de outono, deixo-me demorar nas palavras: "a
doçura que se não prova". Tendo o privilégio de acompanhar a vida de
muitas pessoas, sei que esta não é uma questão que se possa iludir. Há um
momento na nossa vida, ou há momentos nela, em que fazendo um balanço, sentimos
que ficámos aquém dos nossos próprios sonhos. Há dias e estações da nossa vida
em que nos sentimos mendigos de nós mesmos. Esperávamos isto e aquilo que não
aconteceu.
Desejávamos uma plenitude, uma fulgurância, um clarão e o que temos é
uma estreita e baça normalidade. Sentimo-nos, sem saber bem como, a viver sob
tetos baixos. Há uma espécie de doçura prometida que nos escapa, que fica
adiada, que começamos talvez a julgar que já não será para nós, tão inacessível
nos assoma. Por vezes, este sentimento vem aos 70 ou aos 40 anos. Mas também
surge aos 20 ou aos 30. Recordo aquela frase terrivelmente verdadeira de um
romance autobiográfico de Marguerite Duras: «Muito cedo na minha vida foi tarde
de mais». Esta difusa melancolia, este sentir que a luz que interiormente nos
alumia se tornou fosca e sem alcance são experiências muito alargadas. Por isso
se diz que não dependem propriamente da idade os outonos interiores que
atravessamos.
Existem é modos diferentes de encarar essa experiência, que, no fundo,
nos é tão intrínseca e comum. Podemos desistir simplesmente de esperar, e
largamos a vida no parque de estacionamento do pragmatismo mais raso. Podemos
trocar a doçura que não conseguimos, por um tipo de acidez quotidiana, uma
desconfiança sistemática a que nada nem ninguém escapam, e que se vai
espalhando, entre a ironia e o desalento, contaminando tudo. Ou podemos, e esse
é o olhar mais necessário, perceber que «a doçura que se não prova/se
transfigura numa doçura/muito mais pura/e muito mais nova».
O outono não é, portanto, o fim da história. Se o soubermos agarrar, é
sim um ponto de partida avançado, que nos permite essa coisa urgente que é a
"transfiguração" da vida, através de um paciente e esperançoso
trabalho interior.
José Tolentino Mendonça
Foto: Serra da Estrela
24 setembro 2012
Inicio do ano CVX
A Comunidade de Vida Cristã da Beira
Interior reuniu-se no passado dia 15 de Setembro, na Igreja do Sagrado Coração
de Jesus, para dar início a mais um ano CVX.
Todos os grupos marcaram presença neste
“recomeço de caminhada” que serviu para conhecer e discutir o Plano de
Actividades que a Equipa Regional preparou para o ano de 2012/2013. Em união
com toda a Igreja, a CVX-BI deseja que este ano seja, para todos e cada um, um
ANO de renovação, fortalecimento e maturidade DA FÉ!
Seguiu-se a Eucaristia, que foi celebrada
na Capela de Santo Inácio de Loiola, sob o olhar terno de Nossa Senhora e com a
participação de todos (até dos mais pequeninos…).
Reforçados no sentido de comunidade e
animados pelo Pe. Hermínio Vitorino a reflectir, neste início de ano, sobre
quem é realmente Jesus Cristo para nós... encerrámos a tarde, com um pequeno e
delicioso lanche.
(postado por Alice Matos)
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