A nossa Comunidade é formada por cristãos: homens e mulheres, adultos e jovens, de todas as condições sociais que desejam seguir Jesus Cristo mais de perto e trabalhar com Ele na construção do Reino, e reconheceram na CVX a sua particular vocação na Igreja (PG4)

05 novembro 2012

Falando do passeio CVX



Passeio CVX 2012
Nos dias 27 e 28 de outubro de 2012 realizou-se mais um Passeio da CVX-BI, desta feita com destino a terras do Minho: Guimarães e Braga. Entre membros CVX, familiares e amigos éramos um grupo de 23 pessoas que aceitámos o convite da CVX-BI para um momento de passeio, descoberta e convívio, acompanhados pelo nosso assistente regional, Pe. Hermínio Vitorino, sj.
A primeira paragem foi Guimarães, capital europeia da cultura, onde visitámos a Penha. Ali perto encontra-se a Casa de Sicar, um espaço de acolhimento, interioridade e criatividade pertencente a uma Fundação, criado no seio da Igreja, vocacionado para acolher pessoas que queiram cuidar da vida espiritual, procurando o encontro consigo próprias e com Deus. Nesse espaço, o nosso grupo foi amavelmente acolhido pela Alzira Fernandes, que nos abriu as portas da Casa de Sicar, onde para além de podermos partilhar a merenda, pudemos disfrutar de um belo local onde sobressai o valor da simplicidade e do serviço ao próximo.
Ainda nessa tarde fomos até ao centro da cidade de Guimarães onde fizemos um pequeno passeio pela zona histórica. Passámos em Braga, onde se seguiu uma visita guiada à capela “Árvore da Vida”, no Seminário Conciliar de Braga. Esta capela foi construída em 2010, toda em madeira, tendo sido recentemente reconhecida com o prémio “Edifício do Ano 2011”, por um site de arquitetura (ArchDaily). O Pe. Joaquim Félix, vice-reitor deste seminário e também um dos principais responsáveis da conceção da capela, levou-nos a conhecê-la, explicando-nos, com sabedoria, que ali cada detalhe foi pensado e inspirado na Bíblia, num permanente diálogo entre a Arte e a Teologia.
A noite começava a cair e rumámos até à Casa da Torre, no Soutelo, onde nos aguardavam quatro elementos CVX de Braga (nomeadamente do grupo Krysis) que nos acolheram com entusiasmo e com quem nos sentimos em “família alargada”. Jantámos e ensaiámos um serão de cantoria e boa disposição. À semelhança do que aconteceu no ano passado, no Passeio CVX a Évora, também desta vez se procurou promover o intercâmbio entre as duas regiões CVX.
Na manhã solarenga de Domingo fomos visitar o Mosteiro de São Martinho de Tibães, onde participámos na Eucaristia Dominical. Este Mosteiro foi fundado em finais do século XI, tendo sido ocupado no século XII pelos Beneditinos, vindo a tornar-se a Casa Mãe daquela ordem para Portugal e Brasil. Com a extinção das ordens religiosas masculinas foi parcialmente vendido em hasta pública tendo sido readquirido em 1986 pelo Estado Português que procedeu recentemente à sua recuperação.
Seguimos para Braga, onde almoçámos e passeámos pelas principais ruas da cidade (Jardins de Santa Bárbara, Sé Catedral), na companhia do Pe. José Frazão, sj que veio, simpaticamente, ao nosso encontro.
Chegava a hora da despedida e da partida, depois de um fim de semana bem passado, em boa companhia, ficando aqui o nosso bem-haja a todos quantos proporcionaram este momento de passeio, descoberta, convívio e acolhimento.
Ana Teresa Brás







(postado por Alice Matos)

30 setembro 2012

Reflexão



Sonata de Outono 
E o outono vai-se instalando. A princípio nem parece uma estação. É quase um estado de alma, este tempo assim um pouco vago, em declive delicado, com a chuva ainda rala (mesmo se em alguns dias chega por aí aos tropeções) e o vento que parece um miúdo a aprender a assobiar. Olhamos com íntima estranheza para a brevidade destes primeiros dias, dos quais já não nos lembrávamos. Nas árvores, as folhas tremeluzem, indecisas e iluminadas, transmutadas em incríveis tonalidades. Os frutos têm perfume e sabores densos, tão diferentes daqueles que se saboreiam no verão.
Lembro-me de um poema de Miguel Torga, que gosto de pôr a tocar como uma pequena sonata de outono:

O que é bonito neste mundo e anima,
é ver que na vindima
de cada sonho
fica a cepa a sonhar outra aventura...
E que a doçura que se não prova
se transfigura
numa doçura
muito mais pura
e muito mais nova

Neste arranque de outono, deixo-me demorar nas palavras: "a doçura que se não prova". Tendo o privilégio de acompanhar a vida de muitas pessoas, sei que esta não é uma questão que se possa iludir. Há um momento na nossa vida, ou há momentos nela, em que fazendo um balanço, sentimos que ficámos aquém dos nossos próprios sonhos. Há dias e estações da nossa vida em que nos sentimos mendigos de nós mesmos. Esperávamos isto e aquilo que não aconteceu.
Desejávamos uma plenitude, uma fulgurância, um clarão e o que temos é uma estreita e baça normalidade. Sentimo-nos, sem saber bem como, a viver sob tetos baixos. Há uma espécie de doçura prometida que nos escapa, que fica adiada, que começamos talvez a julgar que já não será para nós, tão inacessível nos assoma. Por vezes, este sentimento vem aos 70 ou aos 40 anos. Mas também surge aos 20 ou aos 30. Recordo aquela frase terrivelmente verdadeira de um romance autobiográfico de Marguerite Duras: «Muito cedo na minha vida foi tarde de mais». Esta difusa melancolia, este sentir que a luz que interiormente nos alumia se tornou fosca e sem alcance são experiências muito alargadas. Por isso se diz que não dependem propriamente da idade os outonos interiores que atravessamos.
Existem é modos diferentes de encarar essa experiência, que, no fundo, nos é tão intrínseca e comum. Podemos desistir simplesmente de esperar, e largamos a vida no parque de estacionamento do pragmatismo mais raso. Podemos trocar a doçura que não conseguimos, por um tipo de acidez quotidiana, uma desconfiança sistemática a que nada nem ninguém escapam, e que se vai espalhando, entre a ironia e o desalento, contaminando tudo. Ou podemos, e esse é o olhar mais necessário, perceber que «a doçura que se não prova/se transfigura numa doçura/muito mais pura/e muito mais nova».

O outono não é, portanto, o fim da história. Se o soubermos agarrar, é sim um ponto de partida avançado, que nos permite essa coisa urgente que é a "transfiguração" da vida, através de um paciente e esperançoso trabalho interior.

José Tolentino Mendonça
Foto: Serra da Estrela  


(postado por Alice Matos)

24 setembro 2012

Inicio do ano CVX



A Comunidade de Vida Cristã da Beira Interior reuniu-se no passado dia 15 de Setembro, na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, para dar início a mais um ano CVX.
Todos os grupos marcaram presença neste “recomeço de caminhada” que serviu para conhecer e discutir o Plano de Actividades que a Equipa Regional preparou para o ano de 2012/2013. Em união com toda a Igreja, a CVX-BI deseja que este ano seja, para todos e cada um, um ANO de renovação, fortalecimento e maturidade DA FÉ!
Seguiu-se a Eucaristia, que foi celebrada na Capela de Santo Inácio de Loiola, sob o olhar terno de Nossa Senhora e com a participação de todos (até dos mais pequeninos…).
Reforçados no sentido de comunidade e animados pelo Pe. Hermínio Vitorino a reflectir, neste início de ano, sobre quem é realmente Jesus Cristo para nós... encerrámos a tarde, com um pequeno e delicioso lanche.






(postado por Alice Matos)

03 junho 2012

As Três Pessoas Divinas, contemplando toda a Humanidade...



As Três Pessoas Divinas, contemplando toda a Humanidade, em tantas divisões pecaminosas, decidem dar-se completamente a todos os homens e mulheres e libertá-los de todas as escravidões. Por amor, o Verbo encarnou e nasceu de Maria, a Virgem pobre de Nazaré. Inserido entre os pobres e partilhando com eles a sua condição, Jesus convida-nos a todos a entregarmo-nos continuamente a Deus e a instaurar a unidade no seio da família humana. Este dom de Deus e a nossa resposta continuam, no presente, sob a acção do Espírito Santo em todas as nossas circunstâncias particulares. Por isso, nós, membros da Comunidade de Vida Cristã, escrevemos estes Princípios Gerais para nos ajudarem a fazer nossas as opções de Jesus Cristo e a participar por Ele, com Ele e n’Ele, nesta iniciativa amorosa que expressa a fidelidade de Deus prometida para sempre.
Princípios Gerais a Cvx – Preâmbulo 1


Oração à Santíssima Trindade

Ó Trindade sobrenatural

Divina e Amável como ninguém
protetora da divina sapiência dos cristãos.

 Conduz-nos para lá da luz, sim
mas também para lá da nossa ignorância
até ao mais alto cimo
das místicas Escrituras,

 lá onde os mistérios simples,
absolutos e incorruptíveis da teologia,
se revelam na sombra
mais que luminosa
do silêncio.

 No silêncio se aprendem os segredos desta sombra
da qual bem pouco é dizer que brilha
qual luz deslumbrante
no seio da extrema obscuridade.

 Mesmo se permanece
intocável nessa perfeição que não vemos
enche dos esplendores mais belos da beleza
as inteligências que sabem fechar os olhos.

 Esta é a minha oração.

Dionísio, o Areopagita (atrib.)

Fonte Pastoral da Cultura  

(postado por Alice Matos)

31 maio 2012

Esperança: recusa do discurso fácil - Hermínio Rico, sj


Pede-se um discurso de esperança. Pede-se em especial à Igreja. Fica cada cristão com o desafio de ajudar a dar sentido às dificuldades de todos e de aumentar o ânimo colectivo. A fé cristã tem recursos para transmitir essa esperança, acredita-se. E é verdade. Mas é preciso ter cuidado para não cair rapidamente num discurso fácil, nas aparências muito cheio de fé, mas de facto vazio e sem poder mobilizador, podendo até correr o risco de ser alienante. Um discurso muito pouco cristão, portanto. Oferta muito fraca seria.
A esperança cristã não é uma simples crença que tudo vai correr bem, roçando a superstição numa enigmática sorte que, vinda do céu, acabará por nos cair nas mãos. Ou um mero exercício de credulidade que passivamente assegura que Deus nos virá resolver todas as dificuldades. A esperança cristã não é uma aposta na probabilidade de um milagre exterior. É, isso sim, chamamento a uma abertura confiante à responsabilidade. A esperança não promete mudar nada por fora, mas muda radicalmente a atitude da pessoa por dentro, no modo como encara os desafios exteriores e lhes responde. A esperança cristã não altera a realidade em que a pessoa vive, mas transforma profundamente a forma como a pessoa vive essa realidade.

O fundamento da esperança cristã é o poder da presença activa de Deus. Mas onde se mostra esse poder? A esperança cristã não assenta numa convicção que Deus nos vai tornar as coisas mais fáceis. Antes, acredita – e ao acreditar vai experimentando – que Deus nos dá a força para arrostar mesmo com as coisas mais difíceis. Aposta que, na abertura à relação com Ele, encontraremos confiança e resiliência para não temer e nunca desistir. E isso vai-nos dando a certeza que nada nos destruirá, porque o poder que nos sustenta é sempre mais forte.

A esperança salva-nos, antes de mais, da paralisia do medo e da lamentação, da tentação da fuga e da descrença nas nossas próprias capacidades. Ao defender-nos do cepticismo, no entanto, não nos desviar o olhar da realidade, em toda a sua dura e crua verdade. Sem nos dispensar dum realismo pragmático, a esperança chama à responsabilidade, ao empenho, e mesmo ao sacrifício, e exige iniciativa, criatividade, acção.

A acção que se nos impõe pode pedir-nos despojamento, retorno a um estilo de vida mais austero. Esperança não é fazer-nos crer que não perderemos nada, mas assegurarmo-nos que, mesmo que tenhamos de prescindir de muito do que consideramos imprescindível, há vida e gosto por ela bem para lá dessa privação.

A esperança não esconde a crise nem a pinta de outras cores. Mas não nos permite não fazer nada, antes nos impele a agir, mesmo na fragilidade da falta de soluções garantidas. Fragilidade não é impotência, é apenas convite a mover-se por um poder que não possuímos completamente. Esse poder, se nos deixamos conduzir por ele, logo nos dirá que, mesmo na fragilidade, somos mais fortes que as crises e acordará em nós capacidades desconhecidas. Esse é o poder da esperança: desloca a nossa confiança para um fundamento muito mais sólido do que o nosso ilusório domínio sobre todas as coisas.

A esperança cristã é uma esperança pascal, de passagem de morte a ressurreição. Passagem é começar num lado e chegar até ao outro, mas é preciso percorrer todos os passos intermédios. A passagem pascal não inventa atalhos nem se desvia da dureza do caminho, mas encontra força para ir até ao fim, provando que a vida movida pelo amor é mais forte do que cada uma a uma das ameaças que a confrontam. A esperança pascal não anula as tribulações, mas dá força para as superar. Afirma-nos que somos capazes. E aponta o triunfo de Jesus ressuscitado como fundamento e garantia.

A esperança põe-nos em atitude de passagem. Mas só há passagem se não recuamos nem paramos. Para a frente. Vamos!

23.10.2011

http://www.vozdaverdade.org 


(postado por Alice Matos)

Exercícios Espirituais


Continuam abertas as inscrições, venha fazer esta experiência de intimidade com Deus.

10 abril 2012

Ressuscitou! O túmulo está vazio....



«No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo logo de manhã, ainda escuro, e viu retirada a pedra que o tapava. Correndo, foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo, o que Jesus amava, e disse-lhes: «O Senhor foi levado do túmulo e não sabemos onde o puseram.» Pedro saiu com o outro discípulo e foram ao túmulo.  Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo correu mais do que Pedro e chegou primeiro ao túmulo.  Inclinou-se para observar e reparou que os panos de linho estavam espalmados no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no túmulo e ficou admirado ao ver os panos de linho espalmados no chão,  ao passo que o lenço que tivera em volta da cabeça não estava espalmado no chão juntamente com os panos de linho, mas de outro modo, enrolado noutra posição.  Então, entrou também o outro discípulo, o que tinha chegado primeiro ao túmulo. Viu e começou a crer,  pois ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos. A seguir, os discípulos regressaram a casa.» Jo 20,1-10 

Ressuscitou! Não está aqui! Ide dizer aos irmãos que ele os encontrará na Galileia como tinha dito.  
É este o grande milagre… Jesus Cristo ressuscitou!

Santo Inácio no início de sua oração, rezava assim: “Senhor, que todas as minhas intenções, ações e operações sejam ordenadas puramente para o serviço e louvor de sua divina Majestade”   (EE 46 ).
Pedir o que quero:  que a ressurreição de Jesus seja uma verdade-viva e que
a alegria e a força do Ressuscitado me impulsionem para os irmãos como impulsionaram Maria Madalena e os discípulos...

(postado por Alice Matos)

05 abril 2012

Em tudo amar...



Jesus, ao lavar os pés de seus amigos revela-nos uma nova forma de amor e diz-nos que toda sua vida se resume em “amar e servir ”. Um amor que não se cansa (São João da Cruz) 


Pintura: Lava-pés Giovanni Agostino da Lodi 

(postado por Alice Matos)