A nossa Comunidade é formada por cristãos: homens e mulheres, adultos e jovens, de todas as condições sociais que desejam seguir Jesus Cristo mais de perto e trabalhar com Ele na construção do Reino, e reconheceram na CVX a sua particular vocação na Igreja (PG4)

07 outubro 2014

Passeio CVX BI "Pelas Terras do Demo"

Amigos

É já  no próximo dia 18 outubro (Sáb.), que realizaremos o Passeio CVX BI.
Desta vez será "Pelas Terras do Demo" com destaque para a visita ao Santuário Nª Srª Lapa.

Somos todos convidados a participar, bem como convidar familiares e amigos .

Será certamente uma oportunidade de passeio, comunhão e conhecimento.
Uma  oportunidade de construímos COMUNIDADE !

Um abraço.

P.S- Para inscrições e mais informações contatar o animador ou equipa regional


16 setembro 2014

Programa CVX-BI 2014/2015


Abertura do ano CVX 2014/2015

No dia 14 de setembro a CVX BI deu início às suas atividades 2014/2015. O encontro decorreu na Covilhã, na Igreja do Sagrado Coração de Jesus (S. Tiago), tendo iniciado com a celebração da Eucaristia, a Missa da comunidade paroquial que foi animada pelos membros CVX, seguido de um almoço partilhado. Houve, por fim, um momento de partilha com a apresentação do programa das atividades, um testemunho do que é a CVX para potenciais novos membros e ainda uma breve reflexão sobre a realidade da nossa regional Beira Interior, relativamente às questões do campo de missão da família. 

Partilhamos o ofertório dessa Celebração e ainda algumas fotos.


1. Cruz
Neste dia em que a Liturgia nos convida a contemplar a Cruz de Cristo, trazemos, Senhor, ao Teu altar, esta cruz. Com ela ofertamos o nosso desejo de vivermos o quotidiano, não como condenados, mas como herdeiros da VIDA plena conquistada pelo AMOR. Neste mundo que não deixa de nos enviar sinais de morte, de sofrimento e de fracasso, queremos ser testemunhas da Tua presença vivificante... 
 
2. Cajado
Na Liturgia de hoje, Moisés sabe bem que o Senhor nunca abandona o Seu Povo. À semelhança do bordão de Moisés, trazemos ao Teu altar este cajado.  Com ele, ofertamos a certeza de que caminhas connosco e o compromisso de, animados pelo carisma da espiritualidade inaciana, sermos pedras vivas na Tua Igreja. 

3. T-shirt vermelha
A cor vermelha, presente nos paramentos litúrgicos desta Eucaristia, simbolizam o fogo do amor e da caridade. Trazemos ao Teu altar, Senhor, esta T-shirt vermelha, porque de amor e caridade nos queremos revestir. Queremos que a nossa fé seja cada vez mais concretizada na partilha comunitária e numa missão apostólica no mundo, especialmente junto das periferias. 

4. Pão e Vinho
O Pão e o Vinho são o supremo sinal da Tua entrega por nós. Recebe Senhor o vinho novo e o pão que restaura as nossas forças e renova a nossa esperança de em tudo, cada vez mais Te Amarmos e Servirmos. 
                                                                                                                                      (Paula Rabaça-5ª Semana)






03 maio 2014

O ofício de Consolar


Já a meio do Tempo Pascal vem muito a propósito debruçarmo-nos sobre uma expressão muito própria dos Exercícios Espirituais, na 4ª. semana do seu percurso, dedicada inteiramente aos mistérios da Ressurreição do Senhor. 
A graça que se pede nesta semana não é de fácil compreensão. Vejamos: “pedir graça para me alegrar e gozar intensamente de tanta glória e gozo de Cristo nosso Senhor”. (EE, 221) Se há sentimentos muito desejados, o da alegria é dos que ocupa os lugares mais altos da escala. Nascemos para ser felizes - dizemos e desejamos - e a graça coloca-nos num desafio ainda mais alto: uma alegria e gozo intensos. Não será desejar uma utopia? Critica-se muitas vezes o cristianismo que promete uma felicidade no além, enquanto aqui na terra vamos “gemendo e chorando neste vale de lágrimas”. A realidade limitada e pecadora que vivemos pessoalmente e vemos no mundo que nos rodeia martela-nos sem cessar, provocando esta dúvida: Alegria intensa, já aqui, onde? 
Dando o benefício da dúvida, já que a Ressurreição de Jesus é, por si mesma, um facto extraordinário, passemos ainda a uma consideração apresentada por Santo Inácio nesta 4ª semana: “reparar no ofício de consolar que Cristo nosso Senhor traz e compará-lo com o modo como os amigos se costumam consolar uns aos outros”. (EE, 224)  
A Ressurreição de Jesus dá-nos, pela fé, a certeza de que a morte, o sofrimento, o desespero não têm a última palavra. Não apenas quando falamos da experiência limite da nossa morte física, mas também das experiências quotidianas de morte: aos nossos desejos, às nossas relações, aos nossos projectos, ao nosso conforto, etc. É próprio da dimensão ressuscitada da vida não ficar parado à sombra das tristezas e desânimos, mas voltar à luz do sentido profundo das coisas e do bem amoroso que de tudo se pode tirar. Só nesta lógica se entende, por exemplo, a força do perdão e o compromisso com a justiça. Toda a aventura humana, por isso mesmo, é um contínuo realizar da ressurreição que, já acontecida, pede para ser levada a sério na vida de quem espera nesta fé. 
Esta atitude reflecte-se precisamente no “ofício de consolar”, próprio do Ressuscitado, que significa, na linguagem inaciana, levar ao aumento da fé, da esperança e do amor, assente numa experiência de paz e alegria nascidas da intimidade com Deus. [1] E este ofício de Jesus ressuscitado experimenta-se a partir do trato de amizade que os amigos têm quando se consolam uns aos outros. Não poderemos ver aqui a nossa missão como cristãos? O motivo e motor da existência não poderá ser este ministério da consolação? 
Pessoalmente, anima-me muito pensar na vida a partir deste horizonte, que tem um início cheio de vida e deseja trazer essa mesma vida ao mundo concreto em que estou. 
Desafio: O Cardeal Jorge Bergoglio, agora Papa Francisco, fez este apelo a uma nova forma de viver as relações: “Imitemos o nosso Deus, que nos precede e ama primeiro, realizando gestos de proximidade para os nossos irmãos que sofrem solidão, indigência, desemprego, exploração, falta de tecto, desprezo por serem migrantes, doença, isolamento entre os idosos. Dá o primeiro passo e leva, com a tua própria vida, o anúncio: Ele ressuscitou”. Não será isto mesmo a consolação que podemos realizar? 
[1] Chamo consolação, quando na alma se produz alguma moção interior, com a qual vem a alma a inflamar-se no amor de seu Criador e Senhor; e quando, consequentemente, nenhuma coisa criada sobre a face da terra pode amar em si mesma, a não ser no Criador de todas elas. E também, quando derrama lágrimas que a movem ao amor do seu Senhor, quer seja pela dor se seus pecados ou da Paixão de Cristo nosso Senhor, quer por outras coisas directamente ordenadas a seu serviço e louvor. Finalmente, chamo consolação todo o aumento de esperança, fé e caridade e toda a alegria interior que chama e atrai às coisas celestiais e à salvação de sua própria alma, aquietando-a e pacificando-a em seu Criador e Senhor. (EE, 316)
P. António Valério, sj 

Essejota - Espiritualidade Inaciana



20 abril 2014

Páscoa


Páscoa é lua cheia, inconsútil, inteira,
Sementeira de luz na nossa eira.

Deixa-a viver, crescer, iluminar.
Afaga-lhe a voz e o olhar.

Não lhe metas pás, não lhe deites cal.
Não lhe faças mal.
Não são notas enlatadas, brasas apagadas.
É música nova, lume vivo e integral.

Não é paragem, mas passagem,
Aragem a ferver e a gravar em ponto Cruz
A mensagem que arde no coração dos dois de Emaús.
A Páscoa é Jesus

D. António Couto


19 abril 2014

XI ASSEMBLEIA NACIONAL CVX-P

Fátima, 27 a 30 de Março de 2014 
   
   INTRODUÇÃO
A Comunidade de Vida Cristã em Portugal (CVX-P) reuniu-se em Fátima na sua XI Assembleia Nacional (AN), entre 27 e 30 de Março de 2014, com o lema CHAMADOS ÀS FRONTEIRAS, APROFUNDANDO A NOSSA VOCAÇÃO, para aprofundar os desafios lançados pela Assembleia Mundial (AM) do Líbano. Estiveram presentes delegados de 78 dos 128 grupos da CVX-P.

 Por coincidência de se celebrarem neste ano os 40 anos da CVX-P, no Dia Mundial CVX fizemos memória da nossa história. O tomar consciência da forma como o Espírito Santo nos guiou foi sentido por nós como uma graça. Não podemos deixar de fazer referência, a este propósito, à comunicação do P. Nicolás à AM, salientando a importância da linguagem da história, «uma linguagem que fala das grandes coisas que Deus fez por [nós] … [e nos dá] um sentido de pertença e de orgulho por [sermos] um povo que pode verdadeiramente dizer “Deus está connosco”». Também tivemos a alegria de celebrar o compromisso permanente de cinco companheiros e a afiliação de dez novos grupos, caindo mais uma vez na conta de que «em cada momento algo de bom acontece no mundo graças à acção de Deus através da CVX» (Franklin Ibañez).
Como preparação para esta Assembleia toda a comunidade teve oportunidade de rezar e reflectir partindo dos textos do nosso Assistente Mundial (P. Adolfo Nicolás), de Franklin Ibañez e da Exortação Apostólica do Papa Francisco Evangelii Gaudium. Além destes, cada uma das equipas regionais teve oportunidade de propor outros documentos de reflexão, dos quais salientamos o documento do Pe. Anthony da Silva sobre a colaboração.
Abrimos os trabalhos ouvindo uma apresentação sobre a Exortação Apostólica e tentámos identificar nela os pontos de contacto com o nosso modo de estar e a nossa espiritualidade. Animados com as palavras do Santo Padre, reunimo-nos em pequenos grupos para aprofundar o tema da nossa vocação e identificar as fronteiras a que a CVX-P é chamada no momento presente.
Nestes dias de encontro, também houve espaço para a aprovação do relatório e contas do triénio 2010-2013, para a eleição da nova Equipa Nacional, e para alguns momentos de puro convívio. Acolhemos na Assembleia os representantes da Equipa Mundial (ExCo), Denis Do-bbelstein, e do EuroTeam, Marina Villa, cuja presença e contributos reforçaram a nossa consciência de sermos uma Comunidade Mundial. 2

APROFUNDANDO A NOSSA VOCAÇÃO
Reflectindo sobre a nossa vocação, reafirmámos a nossa condição de leigos, de cristãos envolvidos no mundo, que desejam ser o fermento e o sal, correspondendo aos desafios de Jesus Cristo.
Foi claro para a comunidade que as suas raízes se encontram na espiritualidade inaciana. Nesta Assembleia revimo-nos, uma vez mais, nos nossos Princípios Gerais, em particular no PG 5 e no PG 12, o que interpretámos como o reafirmar da nossa identidade.
O que sentimos como fruto desta Assembleia é a necessidade de uma atenção especial ao pilar comunidade. A CVX tem crescido exponencialmente em Portugal e a Assembleia, constatando isso, deseja acolher todos os que nos procuram, aproximar-se dos que não nos procuram, e crescer bem.
Isto significa ser fiel à nossa vocação e implementar as estruturas que potenciem esse crescimento ou reformar as existentes. Nessa linha, identificámos os seguintes desafios:
- a responsabilidade pelo acolhimento dos que nos procuram e pela sua formação enquanto cristãos e membros CVX;
- a sustentação do crescimento da comunidade (por exemplo, capacidade de responder às particularidades dos grupos em integração como a CVX-U, a iniciação e os grupos dos jovens adultos; o apoio pelas equipas de serviço aos grupos; a formação de animadores e guias; a inter-relação entre as equipas de serviço e entre estas e a comunidade de animadores);
- a consolidação do sentido de comunidade (que se expressa, nomeadamente, pela co-responsabilidade financeira; pelo apoio mútuo; pelo “sentir com a Igreja”; pela compreensão do papel da comunidade nos seus vários níveis; pela disponibilidade para o serviço apostólico na comunidade; pelo estreitar de laços entre os vários membros da CVX);
- a promoção do conhecimento das realidades e dos problemas internos da comunidade, designadamente reforçando a comunicação, a participação, a transparência dos processos de tomada de decisão e da prestação de contas;
- aprofundamento da vivência do ciclo apostólico (discernir - enviar - apoiar - avaliar) como modo específico de proceder da CVX a todos os níveis;
- manter acesa a tensão pela constante busca da vontade de Deus, que nos desinstala em cada etapa e nos confirma e fortalece para em tudo amar e servir, numa entrega por inteiro, radical, reconhecendo que tudo nos vem de Deus.

CHAMADOS ÀS FRONTEIRAS
Durante a Assembleia foi sentida dificuldade em distinguir o conceito de fronteira do conceito de campo de missão. No geral, entendemos fronteira como o limite da nossa zona de conforto; e campo de missão como a área aonde nos sentimos chamados e enviados a construir o Reino.

Nos trabalhos, identificámos, sobretudo, campos de missão, num conjunto variado, no qual se destacou a temática das famílias, dos pobres e dos jovens. Em qualquer destas áreas de missão existem fronteiras que nos sentimos desafiados a descobrir.
Na área das famílias somos sensíveis à problemática do acompanhamento dos casais nas diversas fases da sua vida, ao acompanhamento das situações de crise, da terceira idade, ao acolhimento das famílias monoparentais, dos divorciados, dos recasados e educação para a parentalidade.
Na temática da pobreza somos sensíveis a todo o tipo de vulnerabilidade, às novas formas de pobreza, aos idosos e outros marginalizados.
Na temática dos jovens somos sensíveis à necessidade de adequar a nossa linguagem à sua, de potenciar estratégias de aproximação e de investir na sua formação cristã usando as ferramentas inacianas.
Sendo estes os campos de missão que mais se evidenciaram no decorrer dos trabalhos, não excluímos outros a que a comunidade também se sentiu chamada. Nestes também identificámos fronteiras que nos inquietam e desafiam a responder.
A Assembleia sentiu-se interpelada a aprofundar a colaboração com outros (dentro e fora da Igreja) como o seu modo habitual de estar e, nessa medida, como forma de agir na missão e nas fronteiras.
A Assembleia identificou, entre outras, a falta de formação e de tempo, como obstáculos ao seu maior envolvimento na missão. Com efeito, a importância da formação a diversos níveis foi sublinhada.

RECOMENDAÇÕES
A Assembleia recomenda à nova Equipa Nacional:
a) aprofundar os desafios colocados pelo nosso Assistente Mundial no documento em que se dirigiu à AM do Líbano, continuando a reflectir sobre os temas das fronteiras e campos de missão;
b) estimular a reflexão acerca de como podemos responder ao apelo da AM e do Santo Padre a sairmos da nossa zona de conforto e a estarmos nas fronteiras e campos de missão, em particular naqueles a que a Assembleia se sentiu chamada;
c) aprofundar formas de colaboração com a Companhia de Jesus e com outras estruturas, da Igreja ou de fora dela;
d) desenvolver processos de formação, destinados a guias, animadores, e membros CVX;
e) promover a criação de redes apostólicas e a divulgação de experiências de missão.

Fátima, 30 de Março de 2014



12 abril 2014

Equipa Nacional CVX-P


Recentemente eleita a nova Equipa Nacional da CVX-P
Muitos Parabéns e que o Senhor os fortaleça nesta Missão de Serviço e entrega à CVX.