A nossa Comunidade é formada por cristãos: homens e mulheres, adultos e jovens, de todas as condições sociais que desejam seguir Jesus Cristo mais de perto e trabalhar com Ele na construção do Reino, e reconheceram na CVX a sua particular vocação na Igreja (PG4)

31 maio 2012

10 abril 2012

Ressuscitou! O túmulo está vazio....



«No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo logo de manhã, ainda escuro, e viu retirada a pedra que o tapava. Correndo, foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo, o que Jesus amava, e disse-lhes: «O Senhor foi levado do túmulo e não sabemos onde o puseram.» Pedro saiu com o outro discípulo e foram ao túmulo.  Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo correu mais do que Pedro e chegou primeiro ao túmulo.  Inclinou-se para observar e reparou que os panos de linho estavam espalmados no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no túmulo e ficou admirado ao ver os panos de linho espalmados no chão,  ao passo que o lenço que tivera em volta da cabeça não estava espalmado no chão juntamente com os panos de linho, mas de outro modo, enrolado noutra posição.  Então, entrou também o outro discípulo, o que tinha chegado primeiro ao túmulo. Viu e começou a crer,  pois ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos. A seguir, os discípulos regressaram a casa.» Jo 20,1-10 

Ressuscitou! Não está aqui! Ide dizer aos irmãos que ele os encontrará na Galileia como tinha dito.  
É este o grande milagre… Jesus Cristo ressuscitou!

Santo Inácio no início de sua oração, rezava assim: “Senhor, que todas as minhas intenções, ações e operações sejam ordenadas puramente para o serviço e louvor de sua divina Majestade”   (EE 46 ).
Pedir o que quero:  que a ressurreição de Jesus seja uma verdade-viva e que
a alegria e a força do Ressuscitado me impulsionem para os irmãos como impulsionaram Maria Madalena e os discípulos...

(postado por Alice Matos)

05 abril 2012

Em tudo amar...



Jesus, ao lavar os pés de seus amigos revela-nos uma nova forma de amor e diz-nos que toda sua vida se resume em “amar e servir ”. Um amor que não se cansa (São João da Cruz) 


Pintura: Lava-pés Giovanni Agostino da Lodi 

(postado por Alice Matos)


04 março 2012

Transfiguração


entremos mais dentro da espessura,
façamos uma tenda, uma pausa breve
que antecipe a Páscoa
e nos esclareça
acerca do segredo e da glória de Deus inacessível
na face do Cristo, ícone de Deus

vinde, escalemos a montanha do Senhor,
o universo inteiro foi santificado
pela luz que o resgatou da transfiguração:
hoje o Cristo foi transformado na glória do Tabor

que nos ilumine a luz do seu conhecimento
nos carreiros da vida
e nos purifique do que a sombra
em nós escureceu

que a coluna de fogo que revelou a Moisés
o Cristo transfigurado
nos purifique desta sombra e deste escuro
pratiquemos este lugar e esta hora
porque este é o tempo da ficção do rosto,
o tempo de repensar feridas
e refigurar o chão das coisas,
o seu uso e a sua banalidade

vinde, conversai com o Espírito
e a brisa ligeira vos refresque o rosto
vinde, conversai com Maria,
o paraíso místico
ela nos ensine a beleza do canto
e a beleza desta hora

Fr. José Augusto Mourão

(postado por Alice Matos)

25 fevereiro 2012

QUARESMA

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA BENTO XVI
  
«Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras» (Heb 10, 24)

Irmãos e irmãs!
A Quaresma oferece-nos a oportunidade de reflectir mais uma vez sobre o cerne da vida cristã: o amor. Com efeito este é um tempo propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos Sacramentos, o nosso caminho pessoal e comunitário de fé. Trata-se de um percurso marcado pela oração e a partilha, pelo silêncio e o jejum, com a esperança de viver a alegria pascal.
Desejo, este ano, propor alguns pensamentos inspirados num breve texto bíblico tirado da Carta aos Hebreus: «Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras» (10, 24). Esta frase aparece inserida numa passagem onde o escritor sagrado exorta a ter confiança em Jesus Cristo como Sumo Sacerdote, que nos obteve o perdão e o acesso a Deus. O fruto do acolhimento de Cristo é uma vida edificada segundo as três virtudes teologais: trata-se de nos aproximarmos do Senhor «com um coração sincero, com a plena segurança da fé» (v. 22), de conservarmos firmemente «a profissão da nossa esperança» (v. 23), numa solicitude constante por praticar, juntamente com os irmãos, «o amor e as boas obras» (v. 24). Na passagem em questão afirma-se também que é importante, para apoiar esta conduta evangélica, participar nos encontros litúrgicos e na oração da comunidade, com os olhos fixos na meta escatológica: a plena comunhão em Deus (v. 25). Detenho-me no versículo 24, que, em poucas palavras, oferece um ensinamento precioso e sempre actual sobre três aspectos da vida cristã: prestar atenção ao outro, a reciprocidade e a santidade pessoal.
1. «Prestemos atenção»: a responsabilidade pelo irmão.
O primeiro elemento é o convite a «prestar atenção»: o verbo grego usado é katanoein, que significa observar bem, estar atento, olhar conscienciosamente, dar-se conta de uma realidade. Encontramo-lo no Evangelho, quando Jesus convida os discípulos a «observar» as aves do céu, que não se preocupam com o alimento e todavia são objecto de solícita e cuidadosa Providência divina (cf. Lc 12, 24), e a «dar-se conta» da trave que têm na própria vista antes de reparar no argueiro que está na vista do irmão (cf. Lc 6, 41). Encontramos o referido verbo também noutro trecho da mesma Carta aos Hebreus, quando convida a «considerar Jesus» (3, 1) como o Apóstolo e o Sumo Sacerdote da nossa fé. Por conseguinte o verbo, que aparece na abertura da nossa exortação, convida a fixar o olhar no outro, a começar por Jesus, e a estar atentos uns aos outros, a não se mostrar alheio e indiferente ao destino dos irmãos. Mas, com frequência, prevalece a atitude contrária: a indiferença, o desinteresse, que nascem do egoísmo, mascarado por uma aparência de respeito pela «esfera privada». Também hoje ressoa, com vigor, a voz do Senhor que chama cada um de nós a cuidar do outro. Também hoje Deus nos pede para sermos o «guarda» dos nossos irmãos (cf. Gn 4, 9), para estabelecermos relações caracterizadas por recíproca solicitude, pela atenção ao bem do outro e a todo o seu bem. O grande mandamento do amor ao próximo exige e incita a consciência a sentir-se responsável por quem, como eu, é criatura e filho de Deus: o facto de sermos irmãos em humanidade e, em muitos casos, também na fé deve levar-nos a ver no outro um verdadeiro alter ego, infinitamente amado pelo Senhor. Se cultivarmos este olhar de fraternidade, brotarão naturalmente do nosso coração a solidariedade, a justiça, bem como a misericórdia e a compaixão. O Servo de Deus Paulo VI afirmava que o mundo actual sofre sobretudo de falta de fraternidade: «O mundo está doente. O seu mal reside mais na crise de fraternidade entre os homens e entre os povos, do que na esterilização ou no monopólio, que alguns fazem, dos recursos do universo» (Carta enc. Populorum progressio, 66).
A atenção ao outro inclui que se deseje, para ele ou para ela, o bem sob todos os seus aspectos: físico, moral e espiritual. Parece que a cultura contemporânea perdeu o sentido do bem e do mal, sendo necessário reafirmar com vigor que o bem existe e vence, porque Deus é «bom e faz o bem» (Sal 119/118, 68). O bem é aquilo que suscita, protege e promove a vida, a fraternidade e a comunhão. Assim a responsabilidade pelo próximo significa querer e favorecer o bem do outro, desejando que também ele se abra à lógica do bem; interessar-se pelo irmão quer dizer abrir os olhos às suas necessidades. A Sagrada Escritura adverte contra o perigo de ter o coração endurecido por uma espécie de «anestesia espiritual», que nos torna cegos aos sofrimentos alheios. O evangelista Lucas narra duas parábolas de Jesus, nas quais são indicados dois exemplos desta situação que se pode criar no coração do homem. Na parábola do bom Samaritano, o sacerdote e o levita, com indiferença, «passam ao largo» do homem assaltado e espancado pelos salteadores (cf. Lc 10, 30-32), e, na do rico avarento, um homem saciado de bens não se dá conta da condição do pobre Lázaro que morre de fome à sua porta (cf. Lc 16, 19). Em ambos os casos, deparamo-nos com o contrário de «prestar atenção», de olhar com amor e compaixão. O que é que impede este olhar feito de humanidade e de carinho pelo irmão? Com frequência, é a riqueza material e a saciedade, mas pode ser também o antepor a tudo os nossos interesses e preocupações próprias. Sempre devemos ser capazes de «ter misericórdia» por quem sofre; o nosso coração nunca deve estar tão absorvido pelas nossas coisas e problemas que fique surdo ao brado do pobre. Diversamente, a humildade de coração e a experiência pessoal do sofrimento podem, precisamente, revelar-se fonte de um despertar interior para a compaixão e a empatia: «O justo conhece a causa dos pobres, porém o ímpio não o compreende» (Prov 29, 7). Deste modo entende-se a bem-aventurança «dos que choram» (Mt 5, 4), isto é, de quantos são capazes de sair de si mesmos porque se comoveram com o sofrimento alheio. O encontro com o outro e a abertura do coração às suas necessidades são ocasião de salvação e de bem-aventurança.
O facto de «prestar atenção» ao irmão inclui, igualmente, a solicitude pelo seu bem espiritual. E aqui desejo recordar um aspecto da vida cristã que me parece esquecido: a correcção fraterna, tendo em vista a salvação eterna. De forma geral, hoje é-se muito sensível ao tema do cuidado e do amor que visa o bem físico e material dos outros, mas quase não se fala da responsabilidade espiritual pelos irmãos. Na Igreja dos primeiros tempos não era assim, como não o é nas comunidades verdadeiramente maduras na fé, nas quais se tem a peito não só a saúde corporal do irmão, mas também a da sua alma tendo em vista o seu destino derradeiro. Lemos na Sagrada Escritura: «Repreende o sábio e ele te amará. Dá conselhos ao sábio e ele tornar-se-á ainda mais sábio, ensina o justo e ele aumentará o seu saber» (Prov 9, 8-9). O próprio Cristo manda repreender o irmão que cometeu um pecado (cf. Mt 18, 15). O verbo usado para exprimir a correcção fraterna – elenchein – é o mesmo que indica a missão profética, própria dos cristãos, de denunciar uma geração que se faz condescendente com o mal (cf. Ef 5, 11). A tradição da Igreja enumera entre as obras espirituais de misericórdia a de «corrigir os que erram». É importante recuperar esta dimensão do amor cristão. Não devemos ficar calados diante do mal. Penso aqui na atitude daqueles cristãos que preferem, por respeito humano ou mera comodidade, adequar-se à mentalidade comum em vez de alertar os próprios irmãos contra modos de pensar e agir que contradizem a verdade e não seguem o caminho do bem. Entretanto a advertência cristã nunca há-de ser animada por espírito de condenação ou censura; é sempre movida pelo amor e a misericórdia e brota duma verdadeira solicitude pelo bem do irmão. Diz o apóstolo Paulo: «Se porventura um homem for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi essa pessoa com espírito de mansidão, e tu olha para ti próprio, não estejas também tu a ser tentado» (Gl 6, 1). Neste nosso mundo impregnado de individualismo, é necessário redescobrir a importância da correcção fraterna, para caminharmos juntos para a santidade. É que «sete vezes cai o justo» (Prov 24, 16) – diz a Escritura –, e todos nós somos frágeis e imperfeitos (cf. 1 Jo 1, 8). Por isso, é um grande serviço ajudar, e deixar-se ajudar, a ler com verdade dentro de si mesmo, para melhorar a própria vida e seguir mais rectamente o caminho do Senhor. Há sempre necessidade de um olhar que ama e corrige, que conhece e reconhece, que discerne e perdoa (cf. Lc 22, 61), como fez, e faz, Deus com cada um de nós.
2. «Uns aos outros»: o dom da reciprocidade.
O facto de sermos o «guarda» dos outros contrasta com uma mentalidade que, reduzindo a vida unicamente à dimensão terrena, deixa de a considerar na sua perspectiva escatológica e aceita qualquer opção moral em nome da liberdade individual. Uma sociedade como a actual pode tornar-se surda quer aos sofrimentos físicos, quer às exigências espirituais e morais da vida. Não deve ser assim na comunidade cristã! O apóstolo Paulo convida a procurar o que «leva à paz e à edificação mútua» (Rm 14, 19), favorecendo o «próximo no bem, em ordem à construção da comunidade» (Rm 15, 2), sem buscar «o próprio interesse, mas o do maior número, a fim de que eles sejam salvos» (1 Cor 10, 33). Esta recíproca correcção e exortação, em espírito de humildade e de amor, deve fazer parte da vida da comunidade cristã.
Os discípulos do Senhor, unidos a Cristo através da Eucaristia, vivem numa comunhão que os liga uns aos outros como membros de um só corpo. Isto significa que o outro me pertence: a sua vida, a sua salvação têm a ver com a minha vida e a minha salvação. Tocamos aqui um elemento muito profundo da comunhão: a nossa existência está ligada com a dos outros, quer no bem quer no mal; tanto o pecado como as obras de amor possuem também uma dimensão social. Na Igreja, corpo místico de Cristo, verifica-se esta reciprocidade: a comunidade não cessa de fazer penitência e implorar perdão para os pecados dos seus filhos, mas alegra-se contínua e jubilosamente também com os testemunhos de virtude e de amor que nela se manifestam. Que «os membros tenham a mesma solicitude uns para com os outros» (1 Cor 12, 25) – afirma São Paulo –, porque somos um e o mesmo corpo. O amor pelos irmãos, do qual é expressão a esmola – típica prática quaresmal, juntamente com a oração e o jejum – radica-se nesta pertença comum. Também com a preocupação concreta pelos mais pobres, pode cada cristão expressar a sua participação no único corpo que é a Igreja. E é também atenção aos outros na reciprocidade saber reconhecer o bem que o Senhor faz neles e agradecer com eles pelos prodígios da graça que Deus, bom e omnipotente, continua a realizar nos seus filhos. Quando um cristão vislumbra no outro a acção do Espírito Santo, não pode deixar de se alegrar e dar glória ao Pai celeste (cf. Mt 5, 16).
3. «Para nos estimularmos ao amor e às boas obras»: caminhar juntos na santidade.
Esta afirmação da Carta aos Hebreus (10, 24) impele-nos a considerar a vocação universal à santidade como o caminho constante na vida espiritual, a aspirar aos carismas mais elevados e a um amor cada vez mais alto e fecundo (cf. 1 Cor 12, 31 – 13, 13). A atenção recíproca tem como finalidade estimular-se, mutuamente, a um amor efectivo sempre maior, «como a luz da aurora, que cresce até ao romper do dia» (Prov 4, 18), à espera de viver o dia sem ocaso em Deus. O tempo, que nos é concedido na nossa vida, é precioso para descobrir e realizar as boas obras, no amor de Deus. Assim a própria Igreja cresce e se desenvolve para chegar à plena maturidade de Cristo (cf. Ef 4, 13). É nesta perspectiva dinâmica de crescimento que se situa a nossa exortação a estimular-nos reciprocamente para chegar à plenitude do amor e das boas obras.
Infelizmente, está sempre presente a tentação da tibieza, de sufocar o Espírito, da recusa de «pôr a render os talentos» que nos foram dados para bem nosso e dos outros (cf. Mt 25, 24-28). Todos recebemos riquezas espirituais ou materiais úteis para a realização do plano divino, para o bem da Igreja e para a nossa salvação pessoal (cf. Lc 12, 21; 1 Tm 6, 18). Os mestres espirituais lembram que, na vida de fé, quem não avança, recua. Queridos irmãos e irmãs, acolhamos o convite, sempre actual, para tendermos à «medida alta da vida cristã» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31). A Igreja, na sua sabedoria, ao reconhecer e proclamar a bem-aventurança e a santidade de alguns cristãos exemplares, tem como finalidade também suscitar o desejo de imitar as suas virtudes. São Paulo exorta: «Adiantai-vos uns aos outros na mútua estima» (Rm 12, 10).
Que todos, à vista de um mundo que exige dos cristãos um renovado testemunho de amor e fidelidade ao Senhor, sintam a urgência de esforçar-se por adiantar no amor, no serviço e nas obras boas (cf. Heb 6, 10). Este apelo ressoa particularmente forte neste tempo santo de preparação para a Páscoa. Com votos de uma Quaresma santa e fecunda, confio-vos à intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria e, de coração, concedo a todos a Bênção Apostólica.
Vaticano, 3 de Novembro de 2011

BENEDICTUS PP. XVI

01 fevereiro 2012

DEAA - Discernir, Enviar, Apoiar e Avaliar






Tal como previsto no Plano de Actividades 2011-2012, teve lugar no passado sábado, dia 21 de Janeiro, o Encontro DEAA que decorreu na Igreja de S. Tiago, na Covilhã. Este encontro, orientado pela Teresa Cardoso que integra a Equipa Nacional e a Equipa de Formação, incidiu sobre os chamados “verbos de Nairobi”, discernir, enviar, apoiar e avaliar.
Na sua exposição a Teresa começou por nos situar na dinâmica do processo de crescimento em CVX centrando depois a nossa atenção na 4ª etapa, a do Discernimento Apostólico: é o horizonte de toda a vida em CVX; sem ele, estagna-se, como referiu. É através desta etapa que se passa para a concretização do Corpo Apostólico ao serviço da missão comum. E o que é esta missão comum? Não é levar os membros de uma comunidade a fazerem todos as mesmas coisas e a viverem a sua missão apenas como uma missão realizada em grupo. Como referiu, a união decorre muito mais da comunhão de modo de proceder e de estilo de vida do que de uniformidades externas.
Em seguida levou-nos a uma melhor compreensão do conceito de discernimento, evoluindo depois para o estabelecer de um paralelismo entre o discernimento individual e o discernimento comunitário através da continuidade entre o exame pessoal e o exame comunitário. Chamou a atenção para o facto do exame poder ser encarado como um círculo apostólico, com os seus quatro passos: discernimos, isto é, identificamos onde Deus mais nos falou; em oração avaliamos a qualidade da nossa resposta; pedimos apoio para ver bem e para crescer em fidelidade; e aceitamos o envio para continuar em missão no dia seguinte.
É esta dinâmica que nos é proposta para seguir no pequeno grupo em que, a uma primeira ronda de partilhas se segue um tempo de reflexão silenciosa, a fim de permitir ecoar em cada um o que mais o tocou, o desafiou, ou que resposta daria um sentido mais pleno à sua vida ou à sua comunidade. Sem discutir, seguir-se-á então um novo momento de partilha, confiando em que o Espírito guiará o grupo. Daqui resultará um outro nível de discernimento, de atenção e de valorização das moções que foram surgindo. Assim, ao exercitar a responsabilidade partilhada, ao mesmo tempo que se vai percebendo como Deus se serve da comunidade para ir moldando as contribuições individuais em missão de um corpo, cresce o sentido de missão comum. Dizer Círculo Apostólico ou DEAA será assim o mesmo que dizer Exame Apostólico Comunitário. Esta é a forma que a CVX hoje propõe para completar a unidade entre vocação pessoal e comunitária, pelo uso de ferramentas inacianas que permitem buscar e encontrar a Deus em todas as coisas.
Concluindo, sem a prática do Exame Apostólico Comunitário/Círculo Apostólico/DEAA, corre-se o perigo de separar a vida apostólica individual da vida comunitária em CVX, reduzindo esta a uma partilha espiritual e enfraquecendo o pilar apostólico”.
Amélia Monteiro


(postado por Alice Matos)

18 janeiro 2012

Que Missão...

Plano Atividades 2011-2012

Abertura do Ano CVX
25 setembro (dom.)
Eleições para a Equipa Regional
H Residência Jesuítas S.Tiago (Covilhã).

Passeio CVX-BI
22 e 23 outubro (Sáb. e Dom.)
Évora (intercâmbio com Região Além-Tejo)
! Pré-inscrição até 14 outubro (20 euros)
v Deslocação em veículos próprios.

Curso de Animadores
11 a 13 e 25 a 27 novembro
H Fátima. Programa a informar

Ceia de Natal
11 dezembro (dom.)
Eucaristia (16h00)
H Residência Jesuítas (Covilhã)

Encontro DEAA
21 janeiro (sáb.)
H Residência Jesuítas S.Tiago (Covilhã).

Rezar com S. Inácio de Loyola
09 a 11 março (6ªf a dom.)
F Com Pe.Hermínio Vitorino, sj
H Residência Jesuítas S.Tiago (Covilhã).
Dia Mundial CVX
24 março (sáb.)
H Fátima. Programa a informar
Visita da Equipa Nacional
abril - Programa a informar

Encontro de Pentecostes
05 maio (Sáb. 9h30-17h30 )
F Com Pe.Hermínio Rico,sj
H Castelo Branco

Exercícios Espirituais
07 a 10 junho (5ªf 21h a Dom.17h)
F Com Orientador a informar
H Seminário do Tortosendo
  
5ªCaminhada CVX-BI
8 julho (Dom)
Festa Encerramento 11/12
Celebração de Compromissos CVX-BI
H Programa e local a informar



(postado por Alice Matos)

Os nossos grupos


A Cvx "Grão de Mostarda" de Castelo Branco, com a sua história cheia de beleza e abertura aos outros, foi recentemente renovada e tem também novo Guia.
Dele agora fazem parte: A Amélia Monteiro,  Carla Figueiredo, Célia Mateus, Fátima Pires, Isabel Figueiredo e Silva, Sílvia Ribeiro, Sofia Preto, Susana Gonçalves e Isabel Fael (Guia).



(postado por Alice Matos)