A nossa Comunidade é formada por cristãos: homens e mulheres, adultos e jovens, de todas as condições sociais que desejam seguir Jesus Cristo mais de perto e trabalhar com Ele na construção do Reino, e reconheceram na CVX a sua particular vocação na Igreja (PG4)

17 dezembro 2011

Não pode ser só isto


O Natal do comércio chega de um dia para outro.
Fácil, tilintante, confuso, pré-fabricado.
É um Natal visual. Um amontoado de símbolos.
Um ar do tempo. Dentro de nós, porém, sabemos que não é assim. Para ser verdade, o Natal não pode ser só isto.
Não pode servir apenas para uma emoção social, para um corrupio de compensações, compras e trocas. Para ser verdade,
o Natal tem de ser fundo, pessoal, despojado, interpelador, silencioso, solidário, espiritual.
Acorda em nós, Senhor, o desejo de um Natal autêntico.

P. José Tolentino Mendonça

03 dezembro 2011

Advento - Estamos de esperanças...

Sano di Pietro

Três figuras para o nosso presépio

A gruta escura, lugar do nascimento. No Natal de 1223, Francisco de Assis quis reproduzir, na localidade de Greccio, a gruta de Belém. Deveria haver uma manjedoura. Também uma vaca e um burro. Convidou os habitantes da terra e das redondezas para que viessem, na noite de Natal, ao lugar do nascimento. As suas tochas e velas haveriam de iluminar o escuro. E os cantos haveriam de romper o frio. Nessa noite de profunda alegria, Francisco queria ver com os próprios olhos como teria sido o nascimento do menino Jesus. Numa gruta queria contemplar a vinda do Verbo de Deus na nossa carne. No lugar de refúgio para quem não tem lugar, “il poverello” queria tocar a fragilidade e a força do nascimento do Salvador, d’Aquele que faz seus os lugares humanos mais corrompidos, os mais feridos, os mais incapazes.
Hoje, tal como a Francisco, esta mesma noite restitui-nos o olhar: podemos continuar a contemplar como em todas as grutas humanas, em todos esses lugares de escuridão e de morte, a vida divina continua a brilhar. E como faz nascer o canto. No lugar das nossas mortes, acontece o momento humano mais luminoso: o nascimento de um menino. Um nascimento absolve-nos da morte e restitui-nos à vida. No nascimento de Deus, renascemos. 

Maria, a grávida de esperanças, está para dar à luz.
Ponhamos nesta gruta uma mulher grávida, porque é grávida que Maria medita todas as coisas em seu coração. Deixada só pelo anjo da anunciação, reconhece que tudo tem o seu tempo. A sua gravidez também. Um longo tempo é necessário.
“Está de esperanças”, dizemos de uma mulher que espera bebé. Maria está para gerar na carne Aquele que é desejado há tanto tempo. Haverá sabedoria maior que a de acompanhar a gravidez das biografias e dos tempos? Tudo o que somos tem necessidade de uma longa gestação. Leva tempo a gerar o que devemos fazer nascer: uma criança, um livro, uma decisão de vida, uma vida inteira. Quanta história e quantas histórias foram precisas para que o Filho encarnasse no ventre de Maria? Quantas para que fosse dado à luz? E quanta história e histórias para que S. João chegasse a dizer que Deus é amor? Um corpo de menino, uma frase tão curta, mas uma longuíssima e dramática gestação. Muito tempo foi preciso para dizer tanto e tão sobriamente. E mais tempo precisamos ainda para que este mistério nos faça viver na Sua luz.  

José, o homem bom que, no sonho, entrevê o mistério.
Ao lado, talvez um pouco retirado, ponhamos José. Enquanto Maria medita, ele sonha. É no sonho que ouve. É no sonho que compreende e decide. “Não temas”. E José deixa de temer. Toma Maria consigo. Bastar-lhe-á dispor as coisas ao Mistério. Entra nele como quem fica de fora. Respeita-o como quem está dentro. O que se passa no ventre de Maria e o que se passará na gruta do nascimento não poderia acontecer sem o seu sonho, a sua presença, a sua distância. José acompanha. E basta-lhe. Tão ajustado, a sua justiça comove-nos.
Peguemos, então, com José numa candeia acesa e iluminemos a escuridão da gruta. Aproximemos os animais para que tudo fique mais aconchegado. Preparemos os cânticos. Maria está grávida. Em breve dará à luz. O seu menino, o Filho, nos será dado, Ele, a nossa luz e a nossa paz.

A Igreja que hoje refaz e se refaz no presépio. Amo muito a nossa expressão “dar à luz”. São palavras que colocam o nascimento sob o registo da dádiva e da claridade. Vimos à vida como quem é oferecido à luz. É verdade que, e não podemos esquecê-lo, o nascimento é também expulsão, obrigatoriedade de nascer. Finda a gestação, não podemos não nascer. No drama e na dor do parto, somos, por isso, impostos à vida. Nascimento, dom e imposição. Tudo já dado como um dom. Tudo ainda por fazer como um dever.
Hoje, imagino a Igreja como um presépio – lugar humano onde, em palavras e gestos, em arte e pensamento, se dá e se acompanha a gestação deste difícil milagre que é a vida. Uma gruta, talvez pouco digna, mas já com uma história extraordinária de dois milénios, onde cada um pode tomar o lugar que mais lhe convém. No centro, o Santíssimo exposto na nossa carne, no pão dos nossos sacrifícios e no vinho das nossas alegrias. Em redor, os anjos que cantam em todas as línguas. De joelhos, como Maria e José, com pastores e com magos, nós que O adoramos como nosso Senhor.

P. José Frazão, s.j.


29 novembro 2011

Equipa Regional


A Beira Interior
realizou as suas eleições no dia 25 de Setembro, altura em que também foi celebrada a abertura de um novo ano de actividades. As eleições tiveram lugar na Covilhã, na paróquia de S. Pedro, onde foi celebrada a missa de envio da nova equipa pelo assistente regional, o P.e Hermínio Vitorino. Para além deste fazem agora parte da equipa regional a Susel Fonseca, a Carla Figueiredo, a Sívia Almeida e o Paulo Fael.
Oração de Acção de Graças

Deixo que a respiração profunda do meu ser me reconduza
ao silêncio interior...
Fecho os olhos...
Escuto e vejo com o coração...
Pressinto os Teus passos...
Sei que vens sentar-Te aqui a meu lado.
Sei que vens continuamente ao meu encontro.

Coloco-me diante de Ti, Meu Deus...
A Tua Palavra interpela-me no início de mais um ano CVX...
E eu, não posso senão dar-Te graças,
porque só Tu tens palavras vivas e eficazes,
capazes de recriar os meus recomeços e de entusiasmar o meu caminho.

Escuto o Teu convite: “Filho, vai hoje trabalhar na vinha!”
E eu, que tantas vezes me empenho mais em fazer coisas
do que em fazer aquilo que Tu qüeres,
eu não posso senão dar-Te graças,
porque, ainda assim,
Tu chamas-me a trabalhar na expressão terrena do Teu Reino, a Igreja.

Saboreio a partilha deste Teu convite alargado
Com os amigos e companheiros de Comunidade de Vida Cristã,
e não posso senão dar-Te graças,
porque, apesar das nossas fragilidades, medos e infidelidades,
desejamos hoje, este ano, na nossa vida,
fazer a Tua Vontade, com obediência, alegria e simplicidade.

Graças Te damos Senhor, porque ao Teu apelo para
“trabalhar na vinha”
Queremos responder SIM.
Um sim que não seja apenas pura formalidade.
Antes um sim transformante e incarnado.
Um sim “opção integral de vida”
Um sim “pão repartido que se dá”...
Um sim “vinho novo da alegria”.
 
Paula Rabaça CVX - 5ª. Semana

14 agosto 2011

... ainda o Encerramento 2010_2011... e COMPROMISSOS

Acção de graças, compromisso, esperança, comunhão fraterna e partilha... fazem parte das melhores palavras para descrever a Festa de Encerramento do Ano CVX (2010-2011), decorrida no passado dia 2 de Julho, no Seminário do Verbo Divino (Tortosendo).

A CVX da Beira Interior reuniu-se para dar graças ao Senhor pelo caminho feito durante este ano, pelas actividades realizadas e pelos pequenos e grandes passos que fomos dando, individualmente e em comunidade, no sentido de "tornar melhor o mundo, mais renovado e mais cheio do Espírito Santo" de acordo com o Reino já inaugurado por Jesus.

Em clima de alegria e esperança, a Comunidade de Vida Cristã testemunhou o compromisso temporário feito por três dos seus elementos, os quais manifestaram, publicamente, a sua opção pela CVX como modo específico de ser e estar em Igreja.

Seguiu-se um almoço partilhado sob as frondosas árvores do jardim, saboreado entre amenas conversas e deliciosos momentos de convívio e animação.

Apenas uma leve brisa soprava...

Talvez o sopro do Espírito Santo, suave e promissor!"

Paula Rabaça (5ªSemana)

28 julho 2011

Ir para Férias


O tempo de férias é para todos um tempo muito esperado e programado com muita antecedência e ansiedade. Para onde vamos? Quando e como vamos? Praia, viagens, aventura …enfim uma série de questões que nos ajudam a perspectivar as férias. Há no entanto uma pergunta que deveria ser colocada em primeiro lugar: as minhas férias são para quê?

A resposta certamente inclui diferentes e oportunos propósitos como o descanso, a oportunidade de viajar, conhecer novos locais, sair das rotinas habituais, e inúmeras outras hipóteses. Contudo seria importante incluir nesta lista de desejos e expectativas a necessidade de aproveitar o tempo de férias para o ENCONTRO…

Antes de mais o encontro connosco próprios. No dia a dia são poucos os que conseguem criar as condições para se conhecerem melhor, as suas angústias, os seus medos, as suas alegrias … as suas razões. A vida vai correndo e a maioria dos sentimentos não são devidamente discernidos! É necessário aproveitar as férias como tempo de paragem e de sossego para melhorarmos neste aspecto.

Por outro lado o reencontrar da nossa realidade implica um encontro inevitável com Deus. As preocupações, a agitação, o cansaço, a televisão e outros bens aparentes são em geral suficientes para nos afastar de Deus. “Hoje estou tão cansado! Agora não tenho tempo! Eu gostava, mas este trabalho é muito importante!”, são expressões bondosas normalmente usadas porque queremos correr atrás do que é “urgente” e não ver a urgência do que é essencial. Se o nosso carro ou o avião não têm lugar para Deus é porque na planificação das férias Ele não foi considerado, “a agenda do dia” fica de repente completa e as férias podem resumir-se a dias de aparente descanso. “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos e aliviar-vos-ei” (Mt 11, 28), este convite de Jesus certamente que constitui motivo de espanto para as agências de viagem. Como é possível prometer o descanso e a paz sem termas, sem praia, sem casinos, sem viagens, sem comida, sem bebida e só com uma condição “vinde a mim”? Obviamente que não é necessário abdicar dos programas de férias mas seria importante aproveitar este tempo para experimentar a paz e o descanso oferecidos por Jesus, e assim revitalizar a nossa relação com Deus.

Outro encontro para o qual a relação com Deus nos encaminha é também o encontro com os outros. Agendar nas nossas férias tempo para estar, dialogar, conviver e servir é também um esforço que devemos procurar fazer, até porque muitas vezes e por razões já apontadas, as nossas relações humanas, mesmo as familiares, resumem-se apenas a troca de palavras, a troca de interesses, a troca de gestos, sem compromisso, sem verdadeira afectividade e sem empenho no futuro da relações.

Assim, as férias são um tempo privilegiado para fazer os encontros essenciais da nossa vida, e certamente que no final sentir-nos-emos mais serenos, mais tranquilos e melhor preparados para um novo ano de trabalho.

VOTOS DE BOAS E….. MELHORES FÉRIAS PARA TODOS !

Ana Teresa (5ªSemana)

25 junho 2011

Encerramento 2010/2011 + Compromissos Temporários



Olá a todos !


É já no próximo Sábado (2 Julho) a Festa de Encerramento 2010/2011.

Será também o dia da realização de 3 compromissos temporários na nossa comunidade, nomeadamente: Isabel Silva (Grão de Mostarda), Paula Rabaça (5ªSemana) e Susana Gonçalves (Grão de Mostarda).

É por isso um dia importante para a nossa comunidade: dar graças por todo o bem recebido ao longo do ano e dar graças por estas nossas amigas que reafirmam publicamente o seu empenho em reconhecer a CVX como caminho especifico a ser vivido na Igreja.

Por isso o convite a estar presente é especial e forte!

Que todos desejem e coloquem os meios necessários para estar presentes!

Deixemos que o Espírito Santo nos fale de modo particular pela participação neste dia de Comunhão!

São também bem-vindos Familiares e Amigos.

23 maio 2011

12 abril 2011

Peregrinação a Taizé 20 a 29 Agosto

Queres arriscar e (re)descobrir TAIZÉ neste verão ?

Ainda há lugar para ti e para alguém que possas convidar!

Divulga junto de familiares e amigos que possam estar interessados.

O prazo de inscrições foi alargado até 26 Abril.